Sociedade

Médicos pedem "reunião urgente" para resolver problemas do SNS

Federação Nacional dos Médicos pede reunião com tutela para impedir o "desmembramento do SNS

A Federação Nacional dos Médicos pediu hoje, em forma de comunicado, uma “reunião urgente” com o Ministério da Saúde, por forma a solucionar os problemas que afetam o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e a “grave situação dos médicos”.

“É urgente que o Ministério da Saúde tome medidas que salvaguardem a qualidade do nosso SNS e que impeçam o seu desmembramento”, defende o Conselho Nacional da Federação Nacional dos Médicos (Fnam). 

A Fnam junta três sindicatos dos médicos e tomou a decisão de fazer este pedido no domingo. O objetivo da reunião com o Ministério passa por “iniciar um processo de resolução dos problemas que afetam o SNS, os cuidados de saúde e a grave situação dos médicos”.

Segundo a Federação Nacional dos Médicos, o Ministério tem que tomar medidas “que salvaguardem a qualidade do nosso SNS e que impeçam o seu desmembramento”. A federação considera ainda que a tutela “tem de responder às reivindicações dos sindicatos médicos”. A renegociação das grelhas salariais é uma das reivindicações apontadas pela Federação.

Noel Carrilho é o presidente da nova comissão eecutiva da Fnam, que foi eleita em conselho nacional, enquanto que Merlinde Madureira e Paulo André Fernandes são os vice-presidentes.

As urgências pediátricas do Hospital Garcia de Orta, em Almada, são um exemplo destes problemas do SNS que a Federação fala. Desde o início do mês de outubro que estas vinham encerrando todos os fins-de-semana, tendo aquela urgência passado a estar encerrada também à noite, durante a semana, a partir do passado dia 18 de novembro. Em causa está a falta de médicos pediatras em número suficiente para realizar as escalas daquele serviço.

Também há pouco tempo os 21 chefes de equipa das urgências do Centro Hospitalar Lisboa Norte - da qual fazem parte os hospitais de Santa Maria e Pulido Valente - entregaram minutas de escusa de responsabilidade, devido à falta de médicos, que impedem a “prestação de cuidados de saúde de qualidade e com a necessária segurança”.