Opinião

O PS aprova louvor à Jihad Islâmica (aliança entre esquerda e terroristas é mais forte do que nunca)

Há muito que nós afirmamos, categórica e indubitavelmente, que a esquerda portuguesa é hoje dominada por facções totalitárias, que vivem num mundo alternativo onde se sentem verdadeiros sacerdotes dos seus dogmas. Numa palavra: a esquerda portuguese vive de dogmas do passado, contribuindo para a morte lenta da nossa esperança num futuro mais próspero, porque mais livre; e mais livre, porque mais próspero.

Se ainda subsistissem crédulos quanto à veracidade desta nossa tese, estamos seguros que eles já foram persuadidos, em termos definitivos e sem direito de recesso, graças ao intelectual (pujante) e político (frustrado e frustrante), Rui Tavares, o líder do LIVRE. O que é o LIVRE? Diz-se que é um partido político: no entanto, ninguém entende muito bem a singularidade desta agremiação face à sua casa-mãe, o Bloco de Esquerda. Em termos rigorosos, o LIVRE é uma tertúlia de amigos ressabiados com os bloquistas; diz-se verde na sua ideologia política, mas continua bem vermelho na sua essência e acção política.

Pois bem, o LIVRE foi suficientemente pragmático para escolher uma candidata que dissesse pouco, mas conseguisse muito (pelo menos, muitos votos), no período eleitoral; e foi censuravelmente fanático no período pós-eleitoral para falando pouco, destruir muito. Ou melhor: destruir tudo o que Joacine Katar Moreira – sozinha, com os seus apoiantes mais próximos – conquistou.

Sejamos claros: a deputada Joacine vale mais individualmente que a tertúlia político-boémia que é o LIVRE. Sem Joacine, o LIVRE jamais teria representação parlamentar – quedar-se-ia, mais uma vez, para os fantásticos resultados eleitorais que Rui Tavares tem obtido nos últimos anos (isto é, pouco mais que zero porcento, em termos de percentagem de votos, e nenhum deputado eleito).

O que é o LIVRE, para além de uma tertúlia catita, que brinca às primárias e se diz da “esquerda modernaça”? Absolutamente nada: resulta de um grupo de intelectuais que um dia acordou e julgou que os portugueses reclamavam desesperadamente a sua existência. Como sempre, os portugueses desprezaram olimpicamente os anseios das “elites progressistas”, destes “historiadores iluminados e estrangeirados” que visam reescrever a história e começar o mundo de novo, expurgando a “livre União Soviética” dos seus pecados: o socialismo é bom; alguns socialistas é que são maus. Rui Tavares propunha-se, pois, a ser o “socialista dos socialistas” – o socialista bom que iria escrever o nosso devir colectivo, nas páginas mais coloridas e fascinantes do “socialismo democrático”.

O nosso camarada Tavares iria ser tão brilhante, tão fascinante, que até iria transformar o PS, eliminando as suas “nódoas direitistas”: seriam os (falsos) socialistas do PS que iriam a reboque dos (verdadeiros) socialistas do LIVRE. Para se distinguir dos seus antigos amigos do BE, Rui Tavares instituiu primárias, debates, conferências abertas, meios de comunicação inovadoras na organização da sua tertúlia, teve apoios de institutos e “think tanks” alemães (designadamente, dos Verdes) – enfim, criando a aparência de uma verdadeira liberdade de pensamento por contraposição à organização centralista e avessa ao dissídio de outros.

Pois bem, o episódio em torno do silenciamento de Joacine Katar Moreira por Rui Tavares confirma apenas que o líder do LIVRE é mesmo um verdadeiro, puro e genuíno socialista: gosta da liberdade, desde que esta seja exercida à sua medida e de acordo com as suas conveniências. Aí onde começar a liberdade individual e terminar a “liberdade do colectivo”, Rui Tavares já não é assim tão LIVRE…

Ironia do destino: o intelectual preferidos dos jornalistas portugueses, situados entre o “EXPRESSO” e o “PÚBLICO”, está a fazer com a deputada Joacine Katar Moreira o que havia criticado aos dirigentes do BE - o que, aliás, motivou a sua saída com estrondo daquele partido! Rui Tavares acusou Francisco Louçã de ser um pequeno ditador (o que não deverá andar longe da verdade); no entanto, o que Rui Tavares queria, no fundo, era ser ele o pequeno ditador…Hipocrisia? Cinismo? Falsidade? Não: apenas a demonstração do seu esquerdismo. Em estado puro.

Ora, o que fez Joacine para deixar Rui Tavares tão exasperado? Demonstrou pensar pela sua cabeça, evidenciando que ainda há uma réstia de lucidez, discernimento e bom senso na esquerda portuguesa.

Joacine Katar Moreira sabe muito bem que a história vendida pelo PCP e (que bizarria histórica!) pelo PS de que Israel é o “agressor”, o “mau da fita”, o “vilão”, enquanto os palestinianos são todos “anjinhos”, “coitadinhos”, “vítimas da opressão do mauzão” israelita e do Ocidente – não passa de conversa da treta para entreter os sacerdotes de ideologias radicais. Joacine sabe que não pode ficar ao lado de organizações terroristas, como o BDS (que domina as elites do PCP e do BE; e hoje, infelizmente, pelos vistos, já alargou a sua influência ao PS).

Joacine sabe que países irmãos de Portugal, como Moçambique, estão a ser largamente ameaçados pelos mesmos terroristas que atacam e desejam o desaparecimento de Israel da face da terra. É que os inimigos, os alvos a abater por estes terroristas que hoje atacam em Gaza, não são apenas os nossos amigos e aliados israelitas; também são os nossos amigos e irmãos de Moçambique; também somos nós. Todos nós.

Aliás, é sabido que o objectivo derradeiro da Jihad Islâmica é fazer – por vias diversas – à Europa o que têm feito a Israel. O que é verdadeiramente impressionante é a resiliência, a coragem e a normalidade que se sente em Israel, mesmo vivendo sobre o risco permanente de ataques terroristas aplaudidos pela nossa esquerda. A Assembleia da República deveria era aprovar um voto de louvor pela bravura do povo israelita e pelos serviços que presta à nossa segurança (vide a eliminação do líder da Jihad Islâmica).

Esperamos, pois, que a Joacine continue a ser livre – fora do LIVRE. O Rui Tavares –mais mês, menos mês – ingressará neste PS traidor do legado de Mário Soares e redentor de todos os totalitarismos mais bárbaros.

Como é possível que uma bancada inteira de um partido que dizia ser o “partido da liberdade”, o promotor da democracia em Portugal – vote a favor de um louvor à Jihad Islâmica e ao Hamas? Inacreditável!

E não, não há erro: condenar Israel por se defender é, na prática, o mesmo que legitimar o atacante; donde, é elogiar a Jihad Islâmica.

E pensar que o PS é hoje o partido maioritário em Portugal – o partido que está ao lado da Jihad islâmica é o partido que nos governa. A aliança entre a esquerda totalitária portuguesa (e europeia) e o terrorismo mais bárbaro está mais viva do que nunca.  Quem está ao lado de terroristas ou branqueia terroristas, não pode governar um país democrático e (verdadeiramente) livre.