Politica

Segurança de Joacine "não estava em causa", diz Parlamento

Declarações do secretário-geral da Assembleia da República, Albino Azevedo Soares

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O secretário-geral da Assembleia da República, Albino Azevedo Soares, afirmou esta quarta-feira que a segurança física de Joacine Katar Moreira não esteve em causa e que, por isso, não faz qualquer sentido a deputada única do Livre aparecer no Parlamento acompanhada por seguranças.

Albino Azevedo Soares explicou que esta foi a “primeira vez” que algo do género aconteceu. O responsável disse ao site Notícias ao Minuto que "não estava em causa a segurança física" da deputada e que por isso “não fez sentido” esta abordagem por parte da equipa de Joacine Katar Moreira.

Recorde-se que a deputada única do Livre pediu ontem a presença de um segurança por forma a evitar os jornalistas que estavam na Assembleia da República. Segundo o mesmo site, Joacine deu uma entrevista ao canal internacional Al Jazeera e, à saída do Parlamento, apercebeu-se da presença de mais jornalistas. Segundo Albino Azevedo Soares, o local onde os jornalistas se encontravam encontrava "era o habitual. Aquele é um lugar autorizado".

O secretário-geral da Assembleia da República fez saber que foi pedido ao oficial de segurança que episódios como este não se repetissem. Questionado sobre se a mesma mensagem tinha sido passada à deputada Livre, Albino Azevedo Soares disse “não ser necessário”.

'There, i said it'

Entretanto, o assessor de Joacine Katar Moreira, Rafael Esteves Martins, usou o Twitter para contar a sua versão dos factos. “Quando pedes para usar o Salão Nobre da AR a pedido de um canal internacional, tens um guarda GNR, identificado, a olhar pela sala (isto é um museu), pedes para acompanhar uma deputada até ao gabinete e jornalistas (residentes!) dizem que chamaste um "segurança””, escreveu. Mais tarde, usou a sua conta para contar o que se tinha passado: “pntem um jornalista entrou-nos pelo gabinete. Foi isso. There, I said it. Larguem o osso”.

Esteves Martins usou também a sua conta para falar sobre os media. “Da mesma forma que não deixei uma mulher trabalhar 17 horas no dia em que a queriam quase à força na televisão, não atenderei simpaticamente o telefone a desoras. O LIVRE defende o direito ao descanso, ao usufruto da vida, e, comigo, não passarão”. “E, que seja dito, isto não é sobre os jornalistas. Isto é sobre quem lhes paga (bem como sobre os que pagam a quem àqueles paga). O trabalho jornalístico é precário, mal pago, sujeito a desordens mentais. Isto não é sobre *os* jornalistas, isto é sobre a mercantilização da info”, acrescentou.