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Estudo associa tintas de cabelo e alisamentos químicos a maior risco de cancro da mama

Foram identificados 2.794 casos de tumor mamário maligno no período em que foi realizada a investigação.

Um estudo publicado, esta terça-feira, no Internacional Journal of Cancer, concluiu que as colorações de cabelo permanentes e os alisamentos químicos estão associados a um maior risco de cancro da mama.

A pesquisa, realizada por Carolyn E. Eberle , Dale P. Sandler, Kyla W. Taylor e Alexandra J. White, do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, chegou ainda à conclusão de que também as pessoas que aplicaram algum tipo de produto de alisamento químico em alguém revelaram maior risco de desenvolver um tumor mamário maligno. As mulheres negras mostraram maior tendência a desenvolver a doença quando usavam este tipo de produtos, comparativamente às mulheres brancas.

Para o estudo, foram analisados, dados de 46.709 mulheres, entre os 35 e 74 anos de idade, durante dez anos. As mulheres brancas que tinham utilizado regularmente produtos de coloração permanente no ano anterior tinham mais 9% de probabilidades de desenvolver cancro da mama, relativamente às que não usavam nenhum destes químicos.

O estudo revela ainda que as mulheres negras que utilizavam coloração permanente tinham uma probabilidade 45% maior de desenvolver cancro da mama, do que as que não usaram. Quando usado a cada cinco ou oito semanas (ou mais regularmente), a percentagem aumentava para os 60%.

Já quem utilizou tinta semi-permanente ou temporária não registou um grande aumento dos riscos.

Quanto às mulheres que utilizaram produtos químicos para alisar o cabelo, pelo menos uma vez a cada oito semanas, tiveram um aumento de 30% de desenvolver cancro da mama. As mulheres negras recorrem a este tipo de produto com mais frequência.

Foram identificados 2.794 casos de tumor mamário maligno neste período.

No entanto, os investigadores consideraram que os resultados têm de ser analisados em mais estudos.

“Estamos expostos a muitas coisas que podiam, potencialmente, contribuir para o risco de cancro da mama, e é pouco provável que um único fator justifique este risco. Embora seja cedo para fazer uma recomendação firme, evitar estes químicos pode ser uma forma de as mulheres diminuírem o risco”, disse Dale Sandler, um dos autores.