Politica

PAN pede suspensão imediata das dragagens no Sado

Em causa está o projeto de melhoria da acessibilidade ao Porto de Setúbal

O PAN deu esta segunda-feira entrada de um requerimento aos ministros do Ambiente e do Mar, no qual reclama a suspensão imediata do projeto de melhoria da acessibilidade ao Porto de Setúbal, até discussão das iniciativas em curso, nomeadamente o processo que corre no Tribunal Administrativo e Fiscal de Almada.

Em causa estão protestos da população e ações intentadas em tribunal contra o arranque deste projeto, que o Governo, em conjunto com a Câmara Municipal de Setúbal, deverá fazer arrancar já esta semana. As dragagens arrancaram entretanto, por o tribunal não ter tido tempo ainda para se pronunciar sobre o peticionado. No entanto, o movimento associativo SOS Sado intentou na passada sexta-feira uma providência cautelar a pedir a suspensão da obra até decisão final do tribunal.

“Este é um dos piores presentes envenenados que este Governo quer dar aos portugueses, e não apenas à população de Setúbal, neste início de legislatura, e já em plena época natalícia, em matéria de conservação da natureza. De resto, a conservação da natureza tem sido um dos parentes mais pobres daquilo a que este e o anterior Executivo têm chamado de política ambiental”, diz Cristina Rodrigues, deputada do PAN,

“Numa nova tentativa de apelar à “sensatez” do Governo, o PAN deu hoje entrada de um Requerimento ao Ministro do Ambiente e Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, e ao Ministro do Mar, Ricardo Serrão Santos, no qual reclama a suspensão imediata do projeto de melhoria da acessibilidade ao Porto de Setúbal, até discussão das iniciativas em curso, em particular até ser conhecida a decisão judicial que corre termos no Tribunal Administrativo e Fiscal de Almada”, lê-se no comunicado enviado às redações.

O PAN irá esta semana ao local “para chamar uma vez mais para a importância de continuar a apostar na conservação desta comunidade residente de roazes, uma das únicas a nível mundial e que vem perdendo dimensão ao longo das várias décadas, tendo já sido composta por cerca de 40 exemplares e hoje ser constituída por pouco mais de 20, dadas as pressões sofridas pelas atividades económicas, pela poluição e por questões de consanguinidade”, refere o documento.

Cristina Rodrigues refere ainda que o projeto em causa representa “um verdadeiro contrassenso em matéria de política de combate às alterações climáticas, tão apregoada por este Governo. Veja-se que, não basta estar presente em conferências como é o caso da COP 25, que decorre nesta semana, a debitar o politicamente correto, quando “em casa” estamos a atuar precisamente em sentido contrário”.