Sociedade

Jogadores do Sporting recordam o dia do ataque em Alcochete e confirmam agressões

Mathieu, Wendel e Maximiano foram ontem ouvidos no Tribunal do Montijo por videoconferência.

 

Jogadores do Sporting recordam o dia do ataque em Alcochete e confirmam agressões

Os jogadores do Sporting começaram, esta segunda-feira, a ser ouvidos no julgamento do caso do ataque à academia do clube, em Alcochete. Luís Maximiano, guarda-redes do clube leonino, foi o primeiro jogador a ser ouvido no Tribunal do Montijo e, através de videoconferência, confessou que teve medo no dia em que vários adeptos invadiram a Academia do Sporting, já que “estava a começar na equipa principal”. 

“A imagem que tenho é a do Vasco [Fernandes] tentar fechar a porta e ser empurrado, de entrarem as pessoas todas com máscaras, com capuz. Foi aí que percebemos que era algo mais sério”, disse o jogador mais novo do Sporting, citado pelo Observador. 

À procuradora, Luís Maximiano referiu que os adeptos que invadiram o balneário “estavam todos mascarados” e confirmou que alguns jogadores foram agredidos. “O Montero levou um estalo, um indivíduo veio por trás e deu-lhe um estalo na cara. Estava de pé e ouvi-o dizer ‘Mas porquê eu?’”, acrescentou o guarda-redes. 

No Tribunal do Montijo falaram ainda outros dois jogadores do Sporting: Wendel e Mathieu. Este último disse ter visto Acuña ser agredido com “golpes no rosto” e explicou, em resposta a um dos advogados dos arguidos, que estavam sempre “três ou quatro indivíduos” a guardar a porta e que iam trocando de lugar durante o ataque.

O jogador francês recordou ainda a reunião na véspera do ataque entre Rui Patrício, William Carvalho e Bruno de Carvalho (após a derrota do Sporting na Madeira). “Nesta reunião [Bruno de Carvalho] estava a falar de forma calma e pausada sobre sermos uma família e falou com o Battaglia sobre o que se passou na Madeira”, referiu. 

Mathieu recordou ainda uma chamada que fez à mulher: “Liguei logo à minha mulher porque não sabia se ia voltar a casa. Foi algo que nunca mais esquecerei e ainda hoje no final dos jogos me lembro”.

Tal como os colegas, Wendel confirmou as agressões aos jogadores: “Um bateu-me no rosto”. O jogador explicou que Acuña, Misic e William Carvalho foram agredidos. “O Acuña não me recordo por quantas pessoas foi agredido, mas foi por mais do que uma, com tapas [estaladas] na cara e na cabeça. O Misic foi agredido com um cinto nas costas, por um deles. O William foi agredido na cabeça com tapas, mas não sei por quantos”, recordou, segundo a Lusa.

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