Economia

Venda EDP. Governo vai avaliar "barragem a barragem"

Moody’s diz que venda das barragens é “positiva”. 

 

O ministro do Ambiente afirmou que vai avaliar “barragem a barragem” a venda das seis infraestruturas anunciada pela EDP e em relação à qual o Estado “ainda não recebeu” o necessário pedido de autorização.

“A venda [das seis barragens, anunciada por 2,2 mil milhões de euros] está carente de uma autorização do Estado. Não entrou ainda um pedido para essa autorização. Quando entrar, será avaliada, mas não em pacote. Será avaliada barragem a barragem”, revelou João Pedro Matos Fernandes à margem de uma cerimónia a assinalar os 70 milhões de passageiros da Metro do Porto.

O presidente executivo da EDP, António Mexia, afirmou na quinta-feira que o Governo ainda não aprovou a venda de seis barragens da EDP, dizendo estar confiante que a operação reúne os requisitos para receber 'luz verde'.

“O Governo português, através dos órgãos competentes, tem de autorizar o negócio. Essa transação depende de autorizações regulatórias. Estamos confiantes porque, normalmente, é posta em causa a credibilidade técnica […] e também financeira do comprador, que, [neste caso], é inquestionável”, afirmou António Mexia, em conferência de imprensa, em Lisboa.

Moody’s diz que venda das barragens é “positiva” 

A agência de rating considera que a venda de seis barragens à Engie é positiva para o rating da EDP e que melhorará o seu perfil de risco, na medida em que a percentagem dos resultados referente a atividades reguladas e contratadas aumentará para 80% do EBITDA.

E lembra que a alienação está "totalmente em linha" com o plano estratégico apresentado em março de 2019 e que, depois da concretização do negócio, o perfil de risco da EDP "melhorará modestamente", já que a percentagem dos resultados referente a atividades reguladas e contratadas aumentará de aproximadamente 75% do EBITDA do grupo, de 3,3 mil milhões em 2018, para cerca de 80%.

"A alienação também vai melhorar as métricas de crédito da EDP, refletindo a elevada avaliação alcançada, com um múltiplo implícito EV/EBITDA de 14,4x (com base no EBITDA de 2018)", refere também a agência Moody’s, que atribui à elétrica um rating de Baa3, o primeiro nível acima do patamar de lixo.