Desporto

A reação da Associação de Treinadores a Rúben Amorim no Sp. Braga: "Uma vergonha"

Organismo critica duramente decisão do clube.

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Depois da rescisão de contrato do Sporting de Braga com Ricardo Sá Pinto, Rúben Amorim foi o nome apontado para subir ao comando técnico da equipa principal dos minhotos. No entanto, esta não é uma decisão que agrada a todos, incluindo à Associação Nacional dos Treinadores de Futebol (ANTF), que, esta quinta-feira, contestou, em forma de comunicado, a escolha do clube.

O organismo liderado por José Pereira manifestou na nota o seu "repúdio por mais este triste episódio".

"A Direção da Associação Nacional dos Treinadores de Futebol, ao tomar conhecimento através da comunicação social da recente contratação de Rúben Amorim para o cargo de treinador principal da equipa sénior do Sporting Clube Braga – SAD, vem publicamente manifestar o seu repúdio por mais este triste episódio, que mancha a Classe dos Dirigentes e desprestigia a imagem do Futebol Português. UMA VERGONHA!", lê-se.

"Não é nosso intento personalizar. Pautamos a nossa atuação pela defesa da aplicação da lei e dos regulamentos, em nome da verdade desportiva e sempre na defesa dos interesses de todos os treinadores", refere a ANTF.

"Lamentamos por isso, que apesar de termos dos melhores interpretes e treinadores de futebol do mundo, continuemos a assistir a uma carência tão latente a nível do dirigismo clubístico", acrescenta a mesma nota, realçando que o organismo defende que "a melhoria do futebol passa pelo aumento das qualificações profissionais e estas pelo aumento do nível quantitativo e qualitativo da educação e formação profissional".

A ANTF anuncia assim que vai recorrer ao Governo. "A ANTF irá propor ao Governo da República a alteração do Regime Jurídico das Federações Desportivas, no sentido de ser retirada aos clubes (Liga) a autonomia que, presentemente, lhes assiste para decidirem em causa própria em matérias tão sensíveis como a elaboração do Regulamento de Competições, assim como as consequências do seu incumprimento", tudo porque "quem não é capaz de respeitar os próprios regulamentos que elabora, não é digno de ter essa autonomia regulamentar".