Sociedade

Médico foi agredido por paciente por se recusar a passar baixa em Moscavide

A Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo confirmou agressão.

A Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) confirmou a agressão ocorrida a um dos seus médicos na tarde terça-feira, no Atendimento Complementar (AC) do Centro de Saúde de Moscavide, em Lisboa.

A agressão foi revelada pelo próprio médico, através do Facebook, e noticiada, esta quinta-feira, pelo Jornal de Notícias. O médico, de 66 anos, foi agredido por um paciente, de 20 anos, com socos e pontapés, depois de se recusar a passar-lhe baixa.

"Pretendia que lhe desse uma vacina para a gripe (porque um primo tinha feito a vacina), e lhe passasse uma renovação da baixa, retroativa a 26/12/2019", contou no Facebook Vitor Manuel Silva, o médico agredido.

Depois de analisar o historial clínico do paciente, o médico apercebeu-se de que este tinha estado noutra unidade de saúde e não tinha "aviado os medicamentos prescritos", nem  “aviado nenhuma receita das que lhe foram passadas em todo o ano de 2018 e 2019".

"Como não acedi ao que desejava, começou por pegar no teclado do computador e atirá-lo contra a secretária, partindo-o (...) Com a ajuda da namorada, que me segurava, agrediu-me com vários socos e pontapés, um dos socos no olho direito e um pontapé na grelha costal", contou,  revelando que teve "muita dificuldade em conseguir sair para pedir auxílio" ao longo de "10 minutos".

Além de confirmar a agressão, em comunicado, a ARSLVT adianta ainda que “repudia veementemente este e todos os atos de violência perpetrados contra profissionais de saúde”.

 Qualquer ato de violência é condenável, pelo que agressões em centros de saúde e hospitais motivam especial preocupação pelo facto de as vítimas serem profissionais que todos os dias dão o seu melhor pela saúde e bem-estar dos utentes.  No âmbito das suas competências, a ARSLVT tem prestado e vai continuar a prestar todo o apoio e solidariedade necessários aos seus profissionais vítimas de agressão, pugnando sempre para que a violência nas unidades de saúde não aconteça”, refere a nota.

Recorde-se que, na última semana, também uma médica do Hospital e Setúbal foi agredida por uma paciente.