Sociedade

Homem que fugia das autoridades há 18 anos apanhado em Braga

O suspeito foi preso em 1999, depois de ter matado um jovem de 17 anos, com quem suspeitava que a sua filha, de 13 anos, estava envolvida. 

A Guarda Nacional Republicana deteve, esta sexta-feira, em Vila Verde, um homem de 58 anos que em 2002 fugiu das autoridades, enquanto cumpria uma pena de 16 anos.

O homem foi detido e condenado em 1999 pela prática do crime de extorsão, associação criminosa, tráfico de pessoas, favorecimento à prostituição, posse de arma proibida e tráfico de estupefacientes. Acabou por fugir em 2002, enquanto gozava de uma saída precária. Segundo o Jornal de Notícias, o homem que foi inicialmente preso no estabelecimento Prisional de Coimbra tinha pendente um mandado de detenção internacional.

Segundo um comunicado da GNR, o homem precisou de auxílio médico e os operacionais acabaram pró ser informados de que este “teria questões pendentes com a justiça”. A GNR acabou por deter o homem, que agora vai ser conduzido para o Estabelecimento Prisional de Braga.

Segundo o acórdão do Supremo Tribunal de Justiça, citado pela mesma publicação, o crime ocorreu a 29 de agosto. O arguido terá suspeitado de que a filha, de 13 anos, mantinha uma relação com um jovem de 17 anos. Com a ajuda de dois homens, a vítima foi conduzida até um bar em Rio de Moinhos, Arcos de Valdevez, onde foi, segundo o documento, agredida “"de forma indiscriminada com murros e bastonadas, em todas as partes do corpo". As agressões terão durado cerca de uma hora e só pararam quando o homem “não teve força para mais”. Terá utilizado um chicote e um bastão de madeira para agredir o menor.

A vítima foi abandonada num quarto do bar e, horas mais tarde, os três homens terão transportado o cadáver até Fafe, onde viviam. Segundo o Jornal de Notícias, o homem e os outros dois suspeitos – um dos quais o seu filho de 16 anos – espalharam sangue na garagem do prédio onde viviam e transportaram o cadáver até ao Hospital de Fafe. Se seguida, o homem ter-se-á dirigido à GNR, contando que tinha sido o seu filho a cometer o crime.