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Ventura e Belém: "Não queremos alguém que vá tomar chá com Marcelo"

Candidatura não é consensual dentro do Chega. Ventura decide em fevereiro, mas garante que tem de ser alguém “preparado” para enfrentar o atual Presidente. “Não queremos alguém que vá tomar chá com Marcelo”, diz.

“O candidato apoiado pelo Chega nas eleições presidenciais tem de não só encarnar os valores do partido, mas também estar preparado para um confronto com Marcelo Rebelo de Sousa. Nós não queremos alguém que participe numa espécie de tertúlia ou numa conversa de chá com Marcelo”. André Ventura sabe o que quer para o partido e mostra-se preparado para enfrentar um dos Presidentes da República mais populares de sempre em Portugal. Mas será que tem arcaboiço para isso? Ou uma candidatura presidencial traria mais problemas do que benefícios para o partido? O conselho nacional discutiu as presidenciais no último sábado e a candidatura de Ventura não é consensual. Uma coisa é certa: o que o líder decidir será acatado por todos.

Ventura tinha remetido para fevereiro a decisão de se candidatar à Presidência da República, mas o assunto já começou a ser discutido. No conselho nacional do partido, que se realizou no fim de semana passado, na Nazaré, ficou claro que nem todos estão de acordo com a escolha do deputado único do Chega para as eleições que se avizinham.

“Por um lado, há quem tema que este avanço possa desviar o foco e a intensidade do trabalho parlamentar que estamos a desenvolver e que o esforço e o desgaste que uma campanha longa e muito unipessoal possam ter impacto durante o resto do ano. Por outro, há quem pense que uma candidatura presidencial mostraria coerência com o nosso programa – em que defendemos o presidencialismo – e ajudaria a alavancar o partido para as eleições autárquicas, que são no mesmo ano”, explicou ao i André Ventura. O deputado voltou a dizer que só em fevereiro anunciará a sua posição sobre este assunto, mas que terá em conta todas as opiniões, e não afasta outras hipóteses, como uma candidatura do juiz Carlos Alexandre.

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