Economia

Valor dos novos créditos desacelera para 651 milhões de euros

Valor representa uma queda de 10,4% em relação ao mês anterior.

O montante de novos créditos ao consumo subiu em novembro 2,5% em termos homólogos, para 651 milhões de euros, mas caiu 10,4% face a outubro – altura em que atingiu o montante mais elevado de sempre ao fixar-se em 726,9 milhões de euros – de acordo com os dados divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).

A quebra mensal dos montantes concedidos é transversal às diferentes finalidades de crédito ao consumo, mas foi mais intensa no que respeita aos empréstimos para a aquisição de carros. Em novembro, os novos empréstimos com esse fim totalizaram 237,8 milhões de euros, uma quebra de 14,8% face aos 279,1 milhões de euros concedidos em outubro. 

Já os outros créditos pessoais, que inclui financiamentos sem fim específico ou para a aquisição de artigos para o lar, reduziram-se em 9%, para os 298,1 milhões de euros. No crédito pessoal com finalidade educação, saúde, energias renováveis e locação financeira de equipamentos o volume de concessão baixou 18,6%, para 10,8 milhões de euros.

Foram ainda concedidos, em novembro, 104,5 milhões de euros de financiamento através de cartões de crédito, linhas de crédito, contas correntes bancárias e facilidades de descoberto, uma diminuição de 10,41% face ao mês anterior.

Apenas o segmento pessoal registou um aumento - de 11,7% - para 309 milhões de euros.

Estes valores concedidos surgem mais de um ano depois de terem entrado em vigor as novas recomendações do regulador que têm como objetivo limitar a concessão de crédito por parte das instituições financeiras de forma a que as famílias apenas gastem metade do seu rendimento com empréstimos bancários e também que os bancos não assumam riscos excessivos nos novos créditos, garantindo que os clientes tenham capacidade de pagar as dívidas. 

Para já, estas regras são apenas uma recomendação – ainda que os bancos que não as cumpram tenham de se explicar –, mas o governador do Banco de Portugal tem dito que, se os bancos não as respeitarem, poderão passar de recomendações a ordens vinculativas.