Sociedade

Ventura considera "legítima" atuação da polícia no caso da mulher da Amadora

"Se o Ministério Público chegar a outras conclusões, serei o primeiro a admitir que estava a errado”, prometeu.

O deputado único do Chega disse, esta quarta-feira, considerar “legítima” a atuação policial no caso que envolveu um agente da PSP e uma mulher na Amadora. André Ventura aproveitou ainda a ocasião para criticar os que "sistematicamente estão contra as forças policiais com a paranoia do racismo".

"Tudo aponta" para que "este seja um caso de atuação policial legítima”, adiantou, ontem, Ventura em declarações aos jornalistas. "Portanto, custa-nos muito ver o crescimento dos clamores de racismo em torno disto", acrescentou.

Por outro lado, o deputado do Chega diz-se capaz de reconhecer que estava enganado se no decurso da investigação ficar provado o contrário. "Se o Ministério Público chegar a outras conclusões, serei o primeiro a admitir que estava a errado”, garantiu.

Ventura sublinhou ainda que o agente policial, “que estava aliás já fora do seu horário” deu por si “em circunstâncias de extrema agressividade por parte de um cidadão, e não só, porque depois houve outros cidadãos que se juntaram contra a força policial".

O deputado defendeu também que é preciso perceber de que lado se está: "Se queremos estar do lado daqueles que sistematicamente estão contra as forças policiais com a paranoia do racismo ou se estamos do lado daqueles que nos defendem".

Quando se olha para "a história toda", vê-se "alguém que estava a incumprir regras, que tem um passado de agressividade - embora isso aqui possa não significar absolutamente nada - e que ainda reagiu mal a um polícia que já estava a acabar o seu dia de trabalho, estava fora do seu horário e alguém que decidiu intervir a bem de nós todos, a bem da nossa segurança", afirmou, deixando a questão: "Como é que a sociedade lhe responde? Racismo, violência e tortura".

O líder do Chega anunciou ainda que também vai questionar o MAI acerca do assunto. “Mas não vamos fazer questões como o BE e como o Livre, não é questões para enterrar ainda mais as agentes de segurança. Nós vamos questionar ainda hoje [quarta-feira] o MAI é porque é que ele tem faltado tanto aos agentes e às forças de segurança quando eles também são agredidos e vem a terreiro ao fim de poucas horas sempre que há uma situação que envolve um polícia e um outro cidadão".