Sociedade

Mira Amaral em choque com morte de gestor do EuroBic

Antigo CEO do BIC ainda tentou ligar a Nuno Ribeiro da Cunha quando soube da tentativa de suicídio.

A investigação à morte do gestor de Isabel dos Santos continua, com a PJ a querer esgotar todas as linhas para assim poder garantir que em causa esteve um suicídio. E poder também descartar que a montante não houve qualquer situação ou intervenção de terceiros que pudesse ter favorecido ou incentivado aquele desfecho. Se por um lado há quem confirme o estado depressivo de Nuno Ribeiro da Cunha nos últimos tempos, nomeadamente alguns familiares mais próximos, por outro há quem não esconda a sua surpresa. Ao i, Luís Mira Amaral que lidou de perto com o Nuno Ribeiro da Cunha quando liderou o BIC, lembra um homem tranquilo e “forte psicologicamente”.

“Era um fabuloso comercial. Confesso que nunca me apercebi de qualquer depressão, se calhar não se descosia comigo, por ser CEO do banco”, recorda.

E vai mais longe, apesar de frisar que o que sabe é até 2016: “Achava alias que era muito feliz com a família, a mulher e os quatro miúdos. Achava que era um tipo bem na vida, excelente comercial. E nunca me apercebi de qualquer faceta depressiva. Estamos a falar de há quatro anos, não sei nos últimos tempos, não consigo dizer qual o comportamento recente”.

A imagem que guardou fez com que a notícia da tentativa de suicídio fosse recebida com choque. “Na altura não me apercebi de qualquer tendência, foi um choque completo. Foi uma surpresa. Desde que saí do banco afastei-me intencionalmente. Não quis perturbar os meus sucessores, nunca gostei de perturbar os sucessores nem dizer mal dos antecessores”, diz, recordando que quando viu a notícia da tentativa de suicídio tentou “falar com ele” e foi “informado que não estava a falar com as pessoas”. “Fui informado por familiares. Enviei o desejo de melhoras e um grande abraço. Não quis insistir”, conclui.