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Portugal como nova rota de imigração ilegal? "É prematuro" concluir, garante Eduardo Cabrita

O ministro da Administração Interna falou acerca dos 11 imigrantes ilegais que foram intercetados, esta quarta-feira, numa embarcação, em Olhão.

Eduardo Cabrita garantiu, esta quarta-feira, que é “prematuro” falar em Portugal como uma nova rota de imigração. Comparando as últimas duas embarcações ilegais de que há registo em Portugal, e que eram compostas, na totalidade, por 19 pessoas, com as “dezenas de milhares de chegadas em Espanha”, o ministro da Administração Interna garantiu que “daí”, não é possível “extrair qualquer conclusão”.

À margem da cerimónia militar do dia do Comando Territorial da GNR de Faro, Eduardo Cabrita garantiu estar “em diálogo” com autoridades internacionais. “Estamos atentos, estou em diálogo com autoridades espanholas e marroquinas, e conto aliás estabelecer, nas próximas semanas, um encontro direto com o meu homólogo marroquino sobre vários temas, entre os quais este", confessou.

O ministro da Administração Interna acrescentou, em declarações aos jornalistas, que os 11 imigrantes ilegais que foram intercetados durante a madrugada desta quarta-feira, “vão ser ouvidos durante esta tarde e há também diligências que estão a ser feitas, envolvendo as várias forças de segurança”, inclusive espanholas e marroquinas.

Questionado sobre a possibilidade de estes imigrantes adquirirem um estatuto de proteção, Eduardo Cabrita responde que, primeiro, é necessário esperar pelas audições que estão a ser conduzidas pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), de forma a "apurar exatamente as condições em que chegaram a Portugal e verificar qual o quadro jurídico em que será analisada a sua situação".

Quanto aos oito migrantes que, em dezembro passado, desembarcaram em Monte Gordo, Eduardo Cabrita afirmou que é esperada uma “decisão preliminar nos próximos dias” e que estes se encontram “sob proteção do Centro Português para os Refugiados”. “Não está terminada ainda essa avaliação, o que foi solicitado foi um estatuto de proteção internacional, entendemos que não faz nenhum sentido, relativamente a um país amigo como Marrocos, a concessão de um estatuto de asilo para o qual não foi apresentado nenhum fundamento adequado", explicou o ministro da Administração Interna.