Economia

Consumidores portugueses estão mais pessimistas nos últimos dois meses

Portugueses com menos confiança desde dezembro do ano passado. Indicador de clima económico aumentou em janeiro, nos setores da Indústria Transformadora, Construção e Obras Públicas e Comércio e desceu nos Serviços.

A confiança dos consumidores portugueses diminuiu no final de 2019 e início de 2020. As conclusões do Instituto Nacional de Estatística, divulgadas esta quinta-feira, indicam que em dezembro e janeiro os portugueses tornaram-se mais pessimistas, contrariando uma tendência ascendente iniciada em abril do ano passado.

Nos últimos dois meses, a evolução do indicador de confiança dos consumidores resultou do contributo negativo das expectativas relativas à evolução da situação económica do país, da situação financeira do agregado familiar e da realização de compras importantes. Em sentido contrário, as opiniões sobre a evolução passada da situação financeira do agregado familiar contribuíram positivamente.

O indicador de clima económico aumentou em janeiro, após ter diminuído em dezembro. No primeiro mês de 2020, os indicadores de confiança aumentaram na Indústria Transformadora, na Construção e Obras Públicas e no Comércio, tendo diminuído apenas nos Serviços.

O indicador de confiança da Indústria Transformadora aumentou em dezembro e janeiro, após ter diminuído nos três meses anteriores e de ter atingindo o valor mais baixo desde agosto de 2014. A evolução do indicador refletiu o contributo positivo dos saldos das apreciações sobre a evolução da procura global e sobre a evolução dos stocks de produtos acabados, tendo o saldo das perspetivas de produção estabilizado.

O indicador de confiança da Construção e Obras Públicas aumentou em dezembro e janeiro, em resultado do contributo positivo de ambas as componentes, apreciações relativas à carteira de encomendas e perspetivas de emprego.

O indicador de confiança do Comércio aumentou em janeiro, depois de ter diminuído no mês anterior. O comportamento do indicador refletiu o contributo positivo de todas as componentes, opiniões sobre o volume de vendas, perspetivas de atividade e apreciações relativas ao volume de stocks.

O indicador de confiança dos Serviços diminuiu em dezembro e janeiro, contrariando o aumento observado em outubro e novembro, verificando-se um contributo negativo de todas as componentes, apreciações sobre a atividade da empresa e opiniões e perspetivas sobre a evolução da carteira de encomendas.