Economia

Santander. Lucros sobem 5,5% para 527 milhões de euros

Instituição financeira garante que não está interessada em adquirir mais nenhum banco em Portugal, afastando assim o interesse no EuroBic.

O Santander Totta registou lucros de 527,3 milhões de euros em 2019. Este valor representa um aumento de 5,5% face aos 500 milhões de euros registados no ano passado. “Terminámos o exercício de 2019 com o melhor resultado de sempre gerado em Portugal. Este crescimento é fruto da estratégia definida de sermos o melhor banco a atuar no país”, disse a instituição financeira. 

Os recursos de clientes totalizaram 42,5 mil milhões de euros, representando um crescimento de 6,1% face ao mesmo período do ano passado, decorrendo dos acréscimos de 5,2% em depósitos e de 10,6% em recursos fora de balanço”, salienta o banco. Já em termos de crédito a clientes, ascendeu a 40 mil milhões de euros em 2019, uma redução de 1,0% face a 2018, uma mudança que o banco atribui à “gestão das carteiras não produtivas”, já que “excluindo este efeito, a carteira de crédito teria ficado praticamente inalterada”.

A margem financeira totalizou 855,8 milhões de euros, o que representa uma redução de 1,2% em termos homólogos, “refletindo o atual contexto económico e competitivo, caracterizado por uma elevada pressão concorrencial sobre os preços num quadro de baixas taxas de juro e de procura moderada de crédito”. Já as comissões líquidas ascenderam a 380,5 milhões de euros, um acréscimo de 4,8% face a dezembro de 2018, “justificado pela evolução favorável das comissões de meios de pagamento e de seguros”.

Os custos operacionais ascenderam a 604,4 milhões de euros, um decréscimo homólogo de 2,9%, refletindo a redução em 3,6% dos custos com pessoal e em 5,9% dos gastos gerais. As amortizações registaram um crescimento de 18,6%, em termos homólogos. Só no último ano, a instituição financeira perdeu 249 trabalhadores e 30 balcões.

O Santander Totta registou lucros de 527,3 milhões de euros em 2019. Este valor representa um aumento de 5,5% face aos 500 milhões de euros registados no ano passado. “Terminámos o exercício de 2019 com o melhor resultado de sempre gerado em Portugal. Este crescimento é fruto da estratégia definida de sermos o melhor banco a atuar no país”, disse a instituição financeira. 
Os recursos de clientes totalizaram 42,5 mil milhões de euros, representando um crescimento de 6,1% face ao mesmo período do ano passado, decorrendo dos acréscimos de 5,2% em depósitos e de 10,6% em recursos fora de balanço”, salienta o banco. Já em termos de crédito a clientes, ascendeu a 40 mil milhões de euros em 2019, uma redução de 1,0% face a 2018, uma mudança que o banco atribui à “gestão das carteiras não produtivas”, já que “excluindo este efeito, a carteira de crédito teria ficado praticamente inalterada”.
A margem financeira totalizou 855,8 milhões de euros, o que representa uma redução de 1,2% em termos homólogos, “refletindo o atual contexto económico e competitivo, caracterizado por uma elevada pressão concorrencial sobre os preços num quadro de baixas taxas de juro e de procura moderada de crédito”. Já as comissões líquidas ascenderam a 380,5 milhões de euros, um acréscimo de 4,8% face a dezembro de 2018, “justificado pela evolução favorável das comissões de meios de pagamento e de seguros”.
Os custos operacionais ascenderam a 604,4 milhões de euros, um decréscimo homólogo de 2,9%, refletindo a redução em 3,6% dos custos com pessoal e em 5,9% dos gastos gerais. As amortizações registaram um crescimento de 18,6%, em termos homólogos. Só no último ano, a instituição financeira perdeu 249 trabalhadores e 30 balcões.

Recusa cartel

Pedro Castro e Almeida, durante a apresentação de resultados, recusou a existência de um “cartel da banca” em Portugal, defendendo que o que existiu foi “troca de informação” legal entre as instituições.

Recorde-se que em setembro, a Autoridade da Concorrência (AdC) condenou 14 bancos ao pagamento de coimas no valor global de 225 milhões de euros por prática concertada de informação sensível no crédito à habitação entre 2002 e 2013.
No entanto, o banqueiro referiu que o Santander Totta está a “aguardar para ir a tribunal”, e que na administração do banco os membros continuam “plenamente convencidos de que foi um processo que tentou ser muito mais mediático” do que a existência de um problema real.

Afasta aquisições

O responsável disse também que o Santander não está interessado “em adquirir mais nenhum banco em Portugal”, nem em adquirir a participação de Isabel dos Santos no EuroBic. Em causa está uma participação de 42,5%, detida pela empresária angolana, através da Santoro e da Finisantoro, que colocou à venda depois de ser visada na investigação Luanda Leaks.

Para justificar essa posição, o CEO remete para a atual posição do banco no mercado nacional. “Temos em Portugal uma quota de 20%. Não nos parece que com uma quota como a que temos em Portugal, o grupo queira continuar a investir”, enquadra Pedro Castro e Almeida, lembrando que após as aquisições feitas em território nacional o crescimento “é orgânico”.