Economia

5G. Em Portugal já este ano com calendário de estratégia “ambicioso”

O Governo pretende que haja 5G em praticamente todo o país no prazo de cinco anos. Anacom pronuncia-se esta segunda-feira sobre o leilão que dará início ao processo de implementação.

O Governo aprovou na passada sexta-feira o plano de estratégia nacional para as redes móveis de quinta geração, o chamado 5G. Agora, o primeiro passo para a implementação desta nova tecnologia vai ser dado pela Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) que vai falar esta segunda-feira sobre o regulamento de atribuição de direitos de utilização das frequências 5G e convocou ainda uma conferência onde vai divulgar o regulamento do leilão das faixas para a nova vaga móvel.

A verdade é que o regulamento do leilão deveria ter sido fechado mais cedo mas tal não aconteceu devido à apresentação da designada ‘caixa de ferramentas’ pela União Europeia (UE), a 29 de janeiro, que veio adiar o anúncio. Em causa, está um conjunto de recomendações da Comissão Europeia, para serem evitados possíveis ciberataques, ações de espionagem ou outro tipo de problemas similares, por meio desta nova tecnologia.

A Anacom espera então que o leilão fique decidido em abril e seja cumprido em junho para que comece a ser implementado entre julho e agosto, espera Cadete Matos, presidente do regulador.

Depois o importante é começar a implementar o 5G, algo que já foi decidido em Conselho de Ministros: o 5G chega a Portugal já este ano e até 2025 90% da população já deverá ter acesso a serviços de banda larga móvel com velocidade de, pelo menos, 100 megabits por minuto.

Divulgado em Diário da República, o calendário da estratégia do Governo é claro e “ambicioso”, como chegou a admitir Pedro Nuno Santos, ministro das Infraestruturas e Habitação. Assim, define o Governo, até ao final deste ano, pelo menos uma cidade situada nos territórios de baixa densidade e uma cidade do litoral com mais de 50 mil habitantes deverão estar cobertas com rede 5G.

A partir daí, até ao final de 2023, devem estar dotados com rede 5G os concelhos com mais de 75 mil habitantes, todos os hospitais públicos, 50% dos centros de saúde públicos situados em territórios de baixa densidade e ainda 50% dos centros de saúde públicos do litoral. Aos objetivos de 2023 juntam-se ainda as universidades e institutos politécnicos, metade das áreas de localização empresarial ou parques industriais dos concelhos do litoral e 50% das áreas de localização empresarial ou parques situados em territórios de baixa densidade.

O plano segue em 2024, ano que deve chegar ao fim com o 5G em todos os concelhos com mais de 50 mil habitantes e 95% do traçado das rodovias nacionais com tráfego superior a 7,3 milhões de veículos por ano. Mas não só. Também as autoestradas 22, 23, 24, 25 e ainda as estradas nacionais 1 e 2 devem estar cobertas com a rede. Junta-se 95% da linha ferroviária de Braga a Lisboa e do corredor ferroviário do Atlântico, 98% das linhas de comboio suburbanas das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, 98% das redes de metropolitano de Lisboa, Porto e Margem Sul do Tejo e os portos de Sines, Setúbal, Lisboa, Leixões e Aveiro.

Daqui a cinco anos, o objetivo é concluir o que falta: 90 % da população a ter acesso a serviços de banda larga móvel com uma experiência de utilização típica de um débito não inferior a 100 Mbps, os restantes portos nacionais, as rodovias mais pequenas, a linha ferroviária Lisboa/Faro e as restantes instalações militares.