Politica

Costa desvaloriza relatório de Bruxelas que aponta "progresso limitado" na economia

Governo vai injetar o teto máximo de 850 milhões no Novo Banco e afasta cenário de injeção de capital única.

O primeiro-ministro desvalorizou o relatório do semestre europeu divulgado pela Comissão Europeia e afirmou que Portugal está a trabalhar para chegar ao final do ano com as metas cumpridas. “Acho que é um clássico ao fim destes cinco anos sabemos que há esta dinâmica de diálogo da Comissão Europeia. Sinaliza sistematicamente os riscos, chega a meio do ano e diz que afinal os riscos não se estão confirmar e depois chegam ao final do ano e dizem que Portugal efetivamente  cumpriu as metas que tinha estabelecido”, disse António Costa, acrescentando que “é o que estamos a trabalhar para mais uma vez acontecer, que é chegarmos ao final do ano com as metas cumpridas”.

A Comissão Europeia concluiu, após uma análise aprofundada que realizou no quadro do semestre europeu de coordenação de políticas económicas, que Portugal continua a apresentar “desequilíbrios macroeconómicos”, sobretudo devido a um abrandamento do ajustamento externo.

Segundo o executivo comunitário, Portugal tem feito progressos na correção de desequilíbrios, designadamente ao nível da redução da dívida, quer pública quer privada, e também do crédito malparado, mas, a nível externo, a posição de investimento internacional “continua a ser uma das mais negativas da União Europeia”.

Injeção Novo Banco

Já a hipótese de avançar com uma injeção de capital única no Novo Banco foi afastada pelo primeiro-ministro, garantindo que o Estado vai injetar o teto máximo de 850 milhões de euros. Esta é a reação de António Costa às declarações do presidente do Fundo de Resolução que ontem anunciou, no Parlamento, que o Novo Banco vai pedir mais 1037 milhões de euros relativos a 2019.

No entender de Máximo dos Santos, um eventual fim antecipado do Mecanismo de Capitalização Contingente “teria como efeito diminuir a incerteza e aumentar a previsibilidade” e da parte do Estado, “contribuirá única e exclusivamente com aquilo que consta do orçamento do Estado e foi aprovado pela Assembleia da República e que contribuirá numa modalidade de empréstimo, como tem sido até agora”.