Sociedade

Espanhóis vieram a Portugal comprar o que não há em Espanha

Cidadãos do país vizinho vieram a Portugal comprar aquilo que não há em Espanha.


Muitos espanhóis atravessaram a fronteira nos últimos dias com o intuito de fazer as suas compras. O i sabe que existiram vários exemplos disso, nomeadamente em Castelo de Vide (Portalegre) e na Guarda: a corrida aos supermercados começou mais cedo em Espanha do que em Portugal, e no país vizinho já não existem à venda vários produtos desejados. No entanto, ontem foi a última oportunidade, já que o primeiro-ministro António Costa anunciou que vai fechar as fronteiras ao nível do turismo e lazer até ver por um período que deverá prolongar-se por um mês.

Pedro Sánchez, primeiro-ministro espanhol, já decretou estado de quarentena para todo o país a partir de hoje, tendo sido proibido circular nas ruas com exceção das idas à farmácia, ao supermercado ou ao emprego caso o teletrabalho não seja uma solução.

Além disso, não é possível sair em grupo nem fazer circuitos de corrida ou até passeios. Pode-se passear o cão, mas os filhos têm de ficar em casa, em proteção. “Usaremos todos os recursos para combater a curva de contágio. É importante não confundir quem é o inimigo, é o vírus, e devemos lutar todos juntos”, assegurou Sánchez. “As medidas que vamos adotar são drásticas e terão consequências”. concluiu.

Em Portugal, as cadeias de supermercado têm adotado estratégias diferentes – restringir o número de clientes nas lojas é uma dessas medidas de prevenção. O Pingo Doce, por exemplo, passa a encerrar às 19 horas (fechava às 21), bem como o Lidl e o Intermarché. Já o Continente optou por manter os horários habituais das lojas. “Mantemos o horário de funcionamento das nossas lojas, procurando diluir possíveis picos de concentração de pessoas”, pode ler-se numa nota divulgada. O i sabe que muitos funcionários de supermercados têm faltado ao trabalho por receio de contrair o coronavírus e que a palavra de ordem é mesmo ficar em casa. “É uma situação com a qual ninguém consegue lidar, porque há muito pouca informação”, disse o funcionário Luís Carvalho ao i.

 

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