Vida

Vídeo mostra mulher a cantar fado sozinha no miradouro da Graça. "O que for há-de ser"

"Ai seja o que for, Que o amor me traga, Sei que é Primavera neste Inverno; Ver que o olhar é de pequenas rugas e de flores, Tão terno... Sonhar seu beijo na fronte, A luz no horizonte, Como o primeiro raio de sol. Sentir por dentro da calma A paz e a alma dos que não estão sós". Na Graça, em Lisboa, o vírus espanta-se com fado, mesmo que não esteja ninguém a ouvir.

Miradouro da Graça, um local antes ocupado por milhares de turistas, foi palco de uma manhã diferente. O som de câmaras e telemóveis a disparar foi substituído por um fado ouvido num rádio a pilhas e acompanhado por uma mulher que cantava sozinha.

"O que for há-de ser", assim canta a Kátia Guerreiro do pequeno rádio, e assim pensava a mulher que a ouvia. Escolha musical curiosa no primeiro dia de um país inteiro em estado de emergência.

O estado de emergência decretado pelo Presidente da República, na sequência da pandemia do novo coronavírus, entrou em vigor à meia-noite. Na manhã desta quinta-feira Lisboa está vazia, ou quase, como há muito tempo não se via. Mas na Graça há quem tente 'espantar' o vírus - ou a solidão - com música.

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