Sociedade

Mil portugueses ainda aguardam repatriamento. Houve 1126 recusas de passagem de fronteira em direção a Portugal

MAI fez balanço das primeiras duas semanas de estado de emergência. Registaram-se 108 detenções.

Depois de elogiar, esta sexta-feira, a atitude dos portugueses nas últimas semanas de pandemia e pedir que o esforço continue, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, revelou que as forças de segurança fizeram 108 detenções por desobediência das medidas impostas no primeiro estado de emergência, ou seja, nas últimas duas semanas.

Segundo o ministro, destas detenções, 29 foram por desobediência à imposição de isolamento e dez tentativas de violação da cerca sanitária de Ovar.

Na mesma conferência de imprensa, Eduardo Cabrita disse que, neste momento, são mil os portugueses que ainda estão fora de Portugal e que “cerca 75% dos repatriamentos estão concretizados".

Já sobre o controlo fronteiriço, o ministro revelou que foram controlados 132 mil cidadãos e houve 1.126 recusas de passagem de fronteira em direção a Portugal.

"Durante estas duas semanas, foram controlados 132 mil cidadãos na fronteira. A fronteira mais movimentada foi a de Valença, onde se registaram 61 mil das situações de controlo", acrescentou, apelando depois ao cumprimento das regras do estado de emergência em vigor.

"Apelamos ao respeito escrupuloso das regras do estado de emergência e à contribuição da segurança de todos nós", disse.

"Durante a Páscoa, entre dia 9 e dia 13, apenas por questões de saúde e trabalho os cidadãos se poderão deslocar para fora dos seus concelhos de residência", relembrou, pedindo às entidades patronais que preparem desde já as declarações para os trabalhadores que precisem de trabalhar nestas datas.

Cabrita garantiu ainda que não há “nota de escassez de efetivo nas forças de segurança" e disse que nas zonas que não são um dos nove pontos de fronteira controlados está autorizado o acompanhamento por drones.

Também as polícias municipais e juntas de freguesia têm poderes de cooperação com a PSP, GNR e SEF atribuídos.

Até ao momento, a mobilização de agentes em pré-aposentação ou reserva ainda “não foi necessária”.