Economia

Carclasse: a mobilidade não pode parar

O serviço pós-venda da Carclasse manteve-se à tona, apostando num serviço direcionado para veículos prioritários. O futuro passa por manter a qualidade e retornar à normalidade.


O mundo já não gira como dantes. A pandemia de covid-19 virou-o do avesso, com constrangimentos que, há apenas um mês, ninguém poderia imaginar. Neste período de estado de emergência, muitas empresas foram forçadas a parar; e milhares de trabalhadores recolheram a casa para se protegerem a si e aos outros.

A Carclasse, em Lisboa - também com instalações no norte (em Braga, Guimarães, Viana do Castelo, Barcelos e Famalicão) - vivia o rescaldo do seu melhor ano de sempre: o negócio crescia a dois dígitos, com destaque para o serviço pós-venda, que alcançou um valor de faturação superior a 43 milhões de euros (+14%) em 2019. 

O resultado da política de investimento e comercial da empresa neste segmento permitiria manter a tendência de crescimento, o que se veio a confirmar nos primeiros dois meses do ano, com uma subida homóloga de 16%. 

Mas o novo coronavírus chegou e alterou esta dinâmica. Em meados de março, assim que o Governo decretou o confinamento obrigatório, gestores e trabalhadores ‘arregaçaram as mangas’, sabendo, logo ali, que estariam perante um gigantesco combate. 

Pese as dificuldades, as oficinas da Avenida Marechal Gomes da Costa e restantes situadas no Minho não encerraram, e continuam, hoje, a servir quem delas mais precisa. «Constituímos de imediato uma equipa dedicada à receção de veículos prioritários, como ambulâncias, viaturas de bombeiros e de forças de segurança ou ainda as que fazem distribuição de bens essenciais e em grandes superfícies. Demos prioridade a este serviço, permitindo reduzir ao mínimo as imobilizações destes veículos, que podem assim continuar a operar nas melhores condições», afirma Ricardo Simões, dirertor do serviço pós-venda - uma opção tem merecido reconhecimento e elogios das entidades à Carclasse.

Com a atividade reduzida ou suspensa, tmbém várias empresas têm contado com o apoio da Carclasse. Ao SOL, Ricardo Simões explica que o serviço pós-venda «disponibilizou aos clientes com frotas, neste momento maioritariamente paradas, os seus serviços nas instalações das próprias empresas, que permite realizar a manutenção das viaturas sem deslocações». O objetivo, diz, «é garantir que os clientes estejam em vantagem e preparados para recomeçarem a trabalhar», logo que seja possível.

A funcionar com apenas metade dos trabalhadores, que se revesam em turnos de quinze dias - garantindo a distância social e precavendo a manutenção da atividade em caso de infeção pela covid-19, as oficinas da Carclasse definiram nesta fase um plano de contingência ambicioso, para segurança dos seus funcionários e clientes: a marcação dos serviços pode ser feita através do call-center, outra ‘ferramenta’ em franca expansão na empresa, sendo a recolha e entrega  das viaturas feito na própria casa do cliente; a proteção e higienização das viaturas foi igualmente reforçada, incluindo a oferta do tratamento de climatização às condutas do A/C ; e ainda o inovador Drop & Go, que permite ao cliente deixar a chave do seu automóvel num compartimento próprio, à chegada, reduzindo potenciais contactos. A Carclasse disponibilizou ainda uma larga gama de viaturas de substituição/cortesia para garantir a mobilidade dos seus clientes, sendo que este é um dos seus lemas «a sua mobilidade é a nossa missão».

Mas numa fase em que é preciso seguir caminhando, no presente, ninguém deixa o futuro ao acaso. «Faz parte do ADN da Carclasse fazer sempre mais e melhor. E se a prioridade é mantermos o negócio em andamento, os mesmos padrões de qualidade a que os clientes estão habituado, já definimos a nossa estragegia para o futuro», garante Ricardo Simões. Para tal, foi definida uma prioridade: «Consideramos essencial manter os postos de trabalho, por questões empresariais e sociais, pois queremos manter a capacidade técnica, quer em quantidade, quer em qualidade, assim que a situação se normalize».

Os responsáveis não esmorecem. E Ricardo Simões confessa as metas imediatas: «Queremos, acima de tudo, regularizar o negócio e mitigar os danos que esta fase provocou». «Acreditamos que na área do pós-venda não estaremos perante uma retração do negócio, uma vez que os carros vão continuar a precisar de serviços. Portanto, o objetivo é tentar recuperar, no segundo semestre de 2020,  aquilo que agora se perdeu», conclui o diretor.