Ministra de África do Sul viola confinamento e autoridades não perdoam

Depois de partilhar uma foto de um almoço com um antigo deputado do Congresso Nacional Africano, Mduduzi Manana, a ministra Stella Ndabeni-Abrahams foi condenada a pagar uma multa.

Segundo o diário sul-africano The Citizen, a ministra das Comunicações e das Tecnologias Digitais da África do Sul, Stella Ndabeni-Abrahams, declarou-se culpada face às acusações de que terá violado o confinamento, tendo pago uma multa de mil rands (48,88 euros). A ministra deverá apresentar-se no tribunal de Pretória em 22 de maio para pagar a multa.

No início do mês, a ministra tinha sido já suspensa por dois meses, sendo que num deles não iria receber qualquer remuneração.

Segundo o porta-voz da procuradoria nacional da África do Sul, Phindi Mjonondwane, citado pela mesma fonte, a ministra tem agora um registo criminal.

Em causa está um almoço entre a ministra e o antigo deputado do Congresso Nacional Africano Mduduzi Manana, na casa deste.

Manana partilhou uma foto dos dois com a sua família, tendo originado críticas e pedidos de demissão da ministra entre a população.

Após lhe ter comunicado a suspensão à ministra, o Presidente do país, Cyril Ramaphosa, instou Ndabeni-Abrahams a emitir um pedido de desculpas à nação, algo que foi divulgado no mesmo dia.

"O confinamento nacional pede um cumprimento absoluto por todos os sul-africanos. Membros do executivo têm uma responsabilidade especial de estabelecerem um exemplo para os sul-africanos, que têm de fazer grandes sacrifícios", disse Ramaphosa.

Ramaphosa disse estar satisfeito por Ndabeni-Abrahams "reconhecer a gravidade do que fez e que ninguém está acima da lei".

Uma investigação das forças policiais sul-africanas entendeu que os motivos da visita da ministra a casa de Manana não estão compreendidos entre as razões essenciais determinadas pelo estado de confinamento, que incluem a entrega de serviços essenciais, a aquisição de bens essenciais ou a procura ou realização de cuidados médicos.

Até à data, as autoridades registaram 3.300 casos de contaminação no país, incluindo 58 mortes