Opiniao

Por Amor à Liberdade

E de repente somos todos fascistas. O autocrata sem nenhuma sensatez democrática, que ocupa o segundo lugar da hierarquia do estado não quer festejar o 25 de Abril (isso queremos todos), quer é ter a sua festa privada do 25 de Abril. Uma evocação onde possa tirar as suas fotos para mostrar aos netos como é importante.

Como qualquer carente social optou por uma cerimónia sem bom senso nem bom gosto, numa altura em que Portugal precisa de exemplos.

Diga-se, que há um pecado original, pois a Assembleia da República deveria estar a funcionar com Comissão Permanente desde que foi decretado o estado de emergência.

Os titulares de órgãos de soberania também se impõem pelo exemplo.

Situações extraordinárias requerem medidas extraordinárias e para prestigiar os órgãos também é preciso ter quem os saiba liderar com sageza.

Ferro Rodrigues não se comporta com sentido de estado, não sabe exercer a função que ocupa e sempre se comportou como líder de seita.

O comportamento e discurso de Eduardo Ferro Rodrigues transforma o de Bolsonaro num intelectual de craveira.

Ferro Rodrigues tem a sedução da inércia, enamora-se dos clichés, vive zangado com o bom senso e é incapaz como número dois na hierarquia de estado.

Numa época em que António Costa se esforça por tirar o país duma posição difícil, numa fase em que a oposição nomeadamente Rui Rio e Francisco Rodrigues dos Santos dão exemplos de patriotismo e colaboração construtiva, Ferro Rodrigues lidera o gang dos radicais da asneira e envergonha o país.

Já foi derrotado, pois as cerimónias vão ter metade das pessoas da sua ideia inicial.

Já foi derrotado pelo bom senso do país.

Jorge Sampaio não irá ás cerimónias pois tem sentido de responsabilidade e civismo ético apurado.

Cavaco Silva não irá porque tem noção do exemplo, e consciência do momento que atravessámos.

Ramalho Eanes irá porque é um militar integro e sente-se impelido a mostrar coragem e bravura. Estar presente é uma ato de heroísmo.

Três comportamentos de altas figuras que envergonham quem os convida.

Convidar personalidades com mais de 80 anos, nestas circunstâncias, são a caricatura de quem os convida. Três bofetadas de luva branca que o próprio parece nem ter percebido.

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por Sílvio Cervan
Advogado