Economia

Moody's. Economia da zona euro recua 6,5% em 2020

A Moody’s vê a economia dos países da moeda única a ter uma contração de 6,5%, menos 7,6% do que no cenário base pré-covid-19. A agência norte-americana estima uma contração de 5,8% das 20 maiores economias mundiais.

Moody's. Economia da zona euro recua 6,5% em 2020

A Moody’s cortou as projeções de crescimento do PIB para todos os países do G20 para este ano e o próximo, resultado dos efeitos da paralisação da economia global devido à pandemia do novo coronavírus. Numa nota de research, publicada esta terça-feira, a agência norte-americana estima uma contração de 5,8% das 20 maiores economias mundiais este ano e de 6,5% na zona euro.

“Mesmo com uma recuperação gradual, esperamos que o PIB real em 2021 nas economias mais avançadas seja abaixo dos níveis pré-coronavírus”, refere, projetando que o crescimento do PIB do G2o seja de 4,2% em 2021.

A Moody’s vê a economia dos países da moeda única a ter uma contração de 6,5%, menos 7,6 pontos percentuais do que no cenário base pré-covid, antes de recuperar para um crescimento de 4,7% em 2021. No entanto, a projeção da agência é ligeiramente mais otimista do que a do FMI para este ano, que prevê uma contração de 7,5% do PIB, e em linha com as para o próximo ano.

Segundo a agência, a economia italiana deverá tombar -8,2% este ano e expandir 4,9% em 2021, enquanto o PIB francês deverá contrair 6,3% e crescer 4,5% no próximo ano.

“Os efeitos da crise do coronavírus na atividade empresarial no atual trimestre serão muito maiores do que assumimos anteriormente. A recessão que rapidamente se desenvolve também é qualitativamente diferente das crises anteriores do ciclo de negócios. Diferentemente das crises anteriores, esse choque tem as suas raízes fora da economia”, sustenta.

A agência realça que as medidas para mitigar os contágios estão a ter “enormes custos” nas economias e que as perspetiva de recuperação para o segundo semestre vão depender não só de quando as medidas de desconfinamento serão levantadas, mas também em que ritmo, e se as famílias “se irão sentir confiantes o suficientes” para aumentar as despesas, assim como se as políticas monetárias e orçamentais serão suficientes para manter as empresas.

“As nossas projeções refletem a nossa visão de que, apesar do estímulo significativo entre as economias e as medidas substanciais para apoiar os mercados financeiros, a contração da atividade económica no segundo trimestre será severa e recuperação geral no segundo semestre do ano será gradual”, diz.

 

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