Sociedade

Celebrar o Dia do Trabalhador em tempos de covid-19

"Nesta situação difícil em que o país se encontra, era preciso afirmar Maio", defendeu o secretário-geral do PCP.

Miguel Silva
Miguel Silva
Miguel Silva
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Miguel Silva
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Miguel Silva

Em tempos de covid-19, as celebrações do 1.º de Maio da CGTP-IN, em Lisboa, foram diferentes do habitual. Entre 400 a 500 pessoas reúniram-se na Alameda, em Lisboa, para dar voz às preocupações dos trabalhadores de todo o país. Todos os participantes foram obrigados a inscreverem-se antecipadamente e o jardim da Almeda foi ainda dividido em fileiras, com uma distância de cinco metros, para garantir que o distanciamento social entre os participantes fosse cumprido. 

Jerónimo de Sousa afirmou que celebrar o Dia do Trabalhador nesta altura é muito importante, visto ser uma época em que muitos trabalhadores perderam o seu emprego devido à crise provocada pelo aparecimento do novo coronavírus. "Nesta situação difícil em que o país se encontra, era preciso afirmar Maio", defendeu o secretário-geral do PCP.

Também a secretária-geral da CGTP, Isabel Camarinha, afirmou que os direitos dos trabalhadores não devem ser diminuidos devido à crise que o país enfrenta devido ao novo coronavírus e que existem pessoas - individuais e coletivas - que se estão a aproveitar da situação para "acentuar a exploração". "Alguns queriam calar-nos, mas não nos calamos, cumprindo as regras de segurança individual e coletiva", afirmou ainda Isabel Camarinha.

Para garantir o máximo de segurança possível, a CGTP vai dividir "o espaço da Alameda em fileiras, em toda a largura do relvado", sendo que "cada fileira terá entre si a distância de cinco metros". Os participantes estarão a três metros de distância uns dos outros.