Opiniao

EcoVid20.. O Caos Económico Viral de 2020

Acaba o Caos Viral CoVid19..  entra o Caos Económico EcoVid20

“Se não for uma Grande Catástrofe.. que seja um Terrível Aviso”

Mal ou bem este CV19 (Caos Viral de 2019) irá passar, mas o CE20 (Caos Económico de 2020) irá ficar por alguns anos, não em resultado directo do virus mas como efeito secundário das medidas de contenção.. não foi a Infecção que fez parar o País (foi a Contenção), embora se insista que é tudo por causa do vírus, quando foi o receio (legítimo) de que o CV se espalhasse e pudesse contaminar as pessoas de “risco” (como contaminou), apesar do isolamento a que muitas dessas pessoas já estavam confinadas há anos.. o vírus não atravessa paredes para ir ter com os doentes idosos que já não saem de casa, são as pessoas saudáveis que lhes dão a mão quando os vão visitar.. a falta de preparação e antecipação, obrigou cidadãos saudáveis e produtivos a terem de ficar semanas retidos em casa, e foi por este isolamento “necessário” (quarentena dos saudáveis) que agora terá de se ficar a pagar uma factura de vários anos..

 

Passado o caos CV19 causado pelo vírus Corona, vai ter de se digerir o caos CE20 causado pelo vírus da “recessão” que pode atingir essa cifra dos 20 % (fazendo-nos recuar à década de 90), e será que se aprendeu alguma coisa com esta lição?.. está tudo ainda tão concentrado no fim desta série CV19, que parece ninguém se estar a preocupar com uma “recaída”( 2ª temporada) ou a aproximação daqui a uns meses do CV20 (tanto pode ser o mesmo Corona ou um outro “Caramba” vírus qualquer, pior ainda que o actual).. quer queiramos quer não esta pandemia não será a última dum país que dizia ser económicamente saudável, mas a próxima poderá vir a sê-lo se uma nova estirpe viral for ainda mais agressiva e formos apanhados novamente sem preparação.. Portugal continuará a existir mas estará num Grupo de Risco tão fragilizado pelo rescaldo económico (CE20) da actual epidemia, que não poderá evitar estragos em todos os outros doentes ou até mesmo nos cidadãos saudáveis, se acrescentarmos outra vaga.. espero q o esforço imenso dos profissionais de saúde consiga “remendar” a crise actual, e que os raios UV (sol) ou o clima (temperatura e humidade) ajudem a travar a pandemia, mas o mediatismo tem de dar bastante mais atenção à Prevenção da epidemia do que ao Medo dela, para que não aconteça sucumbirmos ao Pânico da Recessão em vez da Confrontação do Problema..

 

Se o que está a acontecer agora é o resultado de se ter andado atrás do CV19 (atrás do prejuízo), se não quisermos ser arruinados pelo CV20 ou pelo CV21, então temos de nos preparar antes que a epidemia seguinte cá chegue pois a actual está instalada e, se não houver uma recaída, irá atenuar por algumas semanas.. e preparação não significa convencer a população de que a crise já passou e o Estado (ou alguém) nos ficará a proteger, mas significa dar “formação” às pessoas para que saibam viver em contacto com a Natureza (da qual fazem parte os vírus) sem serem vítimas dela.. pelo menos informem-nas de que o custo dessa falta de preparação pode obrigar novamente a outra sequência “fatal” contenção/recessão, que nesse caso iria afectar “fatalmente” todos.. tanto doentes como saudáveis

Volta a Portugal .. da Mortalidade

se a informação não induzir mudança, não transmitiu conhecimento.. apenas medo

Nestas ultimas semanas não se esteve a acompanhar nenhuma prova de vitalidade, como a do Ciclismo, mas utilizaram-se as mesmas técnicas para prender os telespectadores ao ecrã com o Diário da Volta a Portugal do Obituário, só faltou a distribuição de prémios para aquela cidade ou distrito com melhor performance e uma camisola amarela para quem conseguisse estar no topo do ranking por mais tempo.. poder-se-ia até introduzir a atribuição duma medalha para o “sobrevivente da semana” (o doente mais idoso ou aquele que tivesse estado mais tempo nos Cuidados Intensivos), mas nada disso garantirá que os cidadãos que assistem às notícias, sairão desta epidemia melhor preparados, para evitar fazerem parte das vítimas da próxima..

Lá foi aparecendo a passo de caracol (junto do “carro vassoura”), alguma preocupação com a Prevenção, não só na publicidade como também em testemunhos de figuras conhecidas ou em programas específicos para isso (alguns países até usam os filmes e as séries para transmitir os cuidados que se pretende que a população aprenda).. mas custa deixar o sensacionalismo, que ora transmite medo sobre algo de invisível (que pode ser prevenido), ora exibe um excesso de confiança sobre a eficácia dos produtos, das vacinas ou “remédioquinas” que o dinheiro possa comprar (mas que não ensinam a prevenir).. os gestos e o comportamento ainda continuam a estar em segundo plano e, apesar de não custarem dinheiro algum, tardam a ser ensinados.. quando deveriam ser repetida e intensivamente divulgados antes que a sociedade saia à rua

 

No início o foco estava centrado no medo da morte e na angústia da solução (um “antidoto” ou um “escudo“ protector) menorizando o essencial que é a preparação para enfrentar o risco e evitar o dano (não sei se o tempo de quarentena deu para fazer essa reflexão).. os próprios meios de comunicação também não estiveram centrados nesse objectivo chamado Prevenção, e procuravam sobretudo dar uma Boa Imagem (do Governo) ou mostrar muito Sucesso (por parte dos canais de TV), pois enquanto os primeiros pretendiam fazer boa figura perante o eleitorado, os segundos queriam mostrar aos espectadores a melhor tecnologia multimédia na análise dos dados.. mas ninguém se preocupava em explicar, a Preto e Branco, o que cada cidadão deveria fazer para evitar uma nova sequência de pandemia-contenção-recessão..

Em vez de se falar de prevenção falava-se de curvas azuis, laranjas, planas ou achatadas..

Em vez de se insistir na mudanças de hábitos, falava-se em aguentar até chegar uma vacina.. 

Em vez de educar as mãos de cada um, convenciam-se todos a se confiar nas mãos do Estado..

 

Tudo sugeria que a solução do problema viria de fora das pessoas, não sendo necessária a sua colaboração, bastando para isso que ficassem fechadas em casa à espera que a crise passasse ou a solução aparecesse.. e as pessoas não fizeram mais do que isso mesmo, obedeceram e pararam, supondo que ao acabar a quarentena alguém teria já feito desaparecer o vírus do mundo..  os carros com avisos sonoros assustavam (e até acordavam) as pessoas com o refrão  “FIQUE EM CASA”, mas não diziam o que devem fazer quando elas tiverem de sair à rua para ir trabalhar.. os vírus continuarão a estar cá fora à nossa espera, e não é possível exterminá-los pois cada um de nós é um reservatório deles, só temos de saber como evitar disseminá-los até que surja uma solução natural ou científica.. vai ter de ser assim enquanto houver globalização

 

Se queremos mudar o Futuro.. então “Nada poderá ser como dantes

entre uma vaga e outra.. teremos de aprender a nadar

Esta é a única e dura realidade que poderá proteger as pessoas duma outra epidemia (que até pode ser mais mortal que esta), pelo que os hábitos terão de mudar.. embora com atraso, os órgãos de informação estão a ter já essa preocupação para que numa próxima “prenda viral” (trazida pela Globalização), as pessoas saibam fazer como os asiáticos que se preparam sempre antes da época das epidemias, evitando que a economia adoeça ou inclusive pare (Singapura, Malásia, Coreia do Sul ou Taiwan, por saberem como evitar os contágios, não deixaram de sair para trabalhar).. as medidas de prevenção são como o chapéu de chuva, só se encerra em casa quem não tiver (ou não o souber usar), e sem uma estratégia de prevenção de nada servirão os Testes, as Máscaras ou as Vacinas.. até mesmo a “Esperoterapia” por uma “aberta” poderá ser inútil se não tivermos aproveitado para nos preparar para o próximo temporal

Não se pode ignorar a realidade, os vírus não desaparecerão enquanto não houver 70% da população já imunizada (por contacto natural ou por vacina), e se a vacina vai tardar a chegar, o isolamento demorará a imunizar.. com a quarentena as pessoas apenas ficaram escondidas do vírus, pelo que se não tiverem consciência disso irão distribui-lo novamente assim que sairem de novo à rua.. e não é o Grupo de Risco que vai contaminar os saudáveis, são precisamente os saudáveis que transmitirão para os outros sem o saber, e como este vírus incomoda mais os lares que as creches a solução eficaz deve ser a restrição de contacto e o distanciamento com a “população-alvo” que são os grupos de Risco.. acrescentar isolamento total, vai prejudicar mais do que ajudar pois só empurra o contágio para a frente, entretanto agrava a Economia com prejuízo global de toda a sociedade, afectando gravemente até mesmo os mais saudáveis

Para a próxima, a comunicação também terá de mudar para não contribuir para a epidemia de Pânico que se instala com o “vírus do Medo” levando as pessoas a ter comportamentos de luta pela sobrevivência algo bizarros, em que o preço do papel higiénico vale ouro (e as luvas valem mais que o sabão).. as pessoas receiam que o vírus tenha asas e tapam a pele, que já é um fato impermeável mas esquecem-se de que ele circula de mão em mão e deviam evitar de as esfregar nas únicas portas de entrada por onde não convinha “colar” um vírus.. alguém tem de explicar insistentemente que são os gestos, mais do que os equipamentos, que podem evitar muitas catástrofes, para que não se pense apenas que a Protecção é algo importado que vem de fora

Testar, testar, testar.. sem o Prevenir nunca irá resultar

os testes não curam.. só avaliam

Um teste não é mais que isto: uma confirmação (como o teste de gravidez), não é um método anti-infecção (ou anti-concepção).. a sua validade dura apenas até ao próximo contacto, pois quem tiver um teste negativo agora, pode ficar contaminado na hora seguinte, se não adoptar medidas de prevenção.. a falsa sensação de segurança de se achar “puro” só por ter obtido um carimbo marca negativo, pode permitir que alguém ande alegremente a contagiar por uns dias a família e os amigos.. esse “carimbo” temporário não pode dispensar hábitos de higiene pois sozinho o teste não evita contágios, apenas os confirma, e mesmo assim não é seguro a 100%

 

O ideal seriam os testes imunológicos (não é o caso), que permitiriam distinguir quem já tem a imunidade daqueles que estão à espera dela.. à falta desses (demoram sempre), apenas há os que detectam a presença da infecção e mesmo assim muitos detectam tão mal que até foram devolvidos, pois em cima do joelho compra-se tudo o que tenha o nome TESTE (venham eles da China ou de outro sítio qualquer).. a única garantia, seja o teste fiável ou não, é de que sem as medidas de prevenção (antes e depois dos testes) ele não terá utilidade preventiva caso a pessoa que o fez não tenha alterado os seus hábitos e mantenha contacto social com as pessoas insuspeitas (transmissores assintomáticos), pois as  pessoas suspeitas (infectados) e os grupos de risco, já estarão alertados e isolados do contacto com os outros..

 

Por outro lado, admitindo que 75% dos infectados nem se tenham apercebido de já terem tido contacto com a doença, muitos negativos poderão ser pessoas que já estarão protegidas e que por isso nem necessitariam de estar em isolamento social.. mas mesmo nessas, as medidas de prevenção deverão manter-se pois se não transmitem este virus poderão transmitir outros, e esta não é a melhor altura para adoecer doutra infecção quando os recursos estão saturados com as complicações duma contaminação rápida pelo CV19.. a vida não circula à volta dum único virus (há outras doenças infecciosas também), por isso a prevenção servirá até para todas, e se a política for apenas testar (e só testar para o CV19).. então peca por defeito

 

Mascarar, mascarar, mascarar.. sem o Prevenir não irá resultar

O Vírus não anda de máscara.. anda de mão em mão

Continua a ser tema de discussão a questão da protecção externa (o preservativo), uma vacina ou um “amuleto” que nos tranquilize.. essa é a “cereja” em cima do bolo mas de nada irá valer se servir para ignorar o que deveria estar por baixo, que é a responsabilidade individual tanto nos gestos como nos contactos.. andar de máscara e ao mesmo tempo meter as mãos em tudo para depois esfregar a cara ou roer as unhas, acaba por ter um efeito paradoxal e serve apenas para nos relaxar e ter menos cuidado.. se a medida for apenas esta então será pouco útil, pelo contrário se alguém sem máscara souber onde põe as mãos e fizer distanciamento social, vai ter mais garantia de sucesso preventivo, do que se estiver mascarado de astronauta

A contaminação aérea é a menos importante se houver distanciamento, mas a contaminação manual existe sempre mesmo que não haja pessoas na vizinhança, basta que toquemos onde alguém tossiu ou espirrou minutos antes.. a máscara não é um ”para-virus” que nos proteja do perigo que as mãos podem trazer para dentro de nós, no entanto tem um efeito social que é muito importante para com os outros, pois deixa a mensagem de que nós pertencemos ao grupo daqueles que se preocupam com quem está à nossa volta.. a vantagem maior dela é de impedir que deixemos resíduos do vírus onde as outras pessoas possam ir depois tocar com a mão, e mesmo que seja uma máscara artesanal terá sempre essa utilidade de evitar uma “sementeira”, para além de que é possível a reutilização após uma lavagem banal com sabão ou uns minutos num ambiente acima de 40 graus..

O verdadeiro perigo na propagação da doença não vem das pessoas que sabem estar doentes  (isolam-se por infecção), nem do grupo de risco (isolam-se por precaução), mas virá sobretudo daqueles que por se julgarem saudáveis farão parte dos 75% de assintomáticos que espalham os vírus alegremente por onde passam.. esta será a função principal do uso da máscara, pois demonstra respeito e tranquiliza quem está à nossa volta num espaço público ao transmitir a noção de que estamos conscientes de não ser preciso ter febre ou sintomas para pulverizar com vírus os sítios comuns onde outros irão depois passar as mãos (sejam mesas, corrimões ou puxadores de portas).. a partir daí, com máscara ou sem ela, quem não souber onde meteu as mãos irá partilhar o telemóvel, a caneta, as chaves ou a revista, com aquilo q andou a juntar durante a “promenade” pública.. julgar que bastará uma máscara para se ficar protegido, é uma falsa sensação de segurança, mas é o melhor meio para proteger os idosos e os doentes da ousadia de quem se julga saudável, e se esquece de que quando estamos com eles o mundo exterior somos nós que o levamos..

É difícil disciplinar as mãos, quando se está habituado a esfregar os olhos, coçar o nariz ou roer as unhas.. seria tudo muito mais cómodo se houvesse um “amuleto”, uma máscara, uma luva ou um “preservativo” que nos transmitisse protecção e nos dispensasse de alterar os hábitos.. mas essa é uma realidade (em contexto de Globalização), que tem de acabar a bem ou então o nosso estilo de vida irá acabar a mal.. ir ao mercado de máscara e luva, mechendo em dinheiro ou zonas comuns, e a seguir tocar em objectos pessoais ou coçar o nariz, está-se já a iniciar um processo de contaminação que só termina se lavarmos as mãos, antes disso qualquer contacto com uma porta de entrada como os olhos ou a boca, é um risco (estejamos nós mascarados de médicos ou enfermeiros.. mas esses sabem controlar o que as mãos fazem)

Esperar, esperar, esperar.. sem o Prevenir não irá resultar

quem espera, desespera.. e perde o controle

Espera-se que a Quarentena acabe, que o vírus desapareça ou que a vacina chegue, enfiados num “bunker” com medo que o vírus nos agarre, esquecendo que somos nós mesmos que o apanhamos.. em termos práticos o vírus é como um código que está enfiado numa Pen que se autodestrói ao fim de umas horas, e que só “infectará” o computador se alguém a introduzir numa porta USB.. e é isso que fazemos de cada vez que levamos vírus à boca, olhos ou nariz.. bastaria não o fazer, e já estaria meia Prevenção assegurada, mas o controle gestual é difícil nas sociedades latinas onde as pessoas gostam de mexer em tudo e comunicar com as mãos..

Para além disso algumas sociedades modernas estão muito habituadas a viver comodamente “ao colo” dos sistemas de saúde que lhes prometem soluções para os seus problemas (erros e distrações), que as pessoas enfrentam com regularidade.. como se ganha dinheiro, pensa-se que se pode comprar tudo (inclusive a saúde e a segurança), duma forma mais rápida e eficaz, negligenciando-se cuidados e rotinas que só por si poderiam evitar doenças, para além de que sairia tudo mais barato e sem imposição de restrições duras.. o único inconveniente no mundo do “Fast Tudo”, é que essa mudança de hábitos exigiria educação (que demora) e abnegação (que custa) pelo que, na falta de formação ou até por resistência individual, as pessoas iriam preferir manter o seu estilo de vida (se tal fosse possível) a ter de mudar os hábitos..

Como não há uma “remedioquina” que cure a infecção, fecha-se tudo em casa à espera da vacina que só irá aparecer daqui a um ano, como se entretanto a população não morresse à fome por falta de trabalho ou de recursos.. algum dia alguém terá de ensinar as pessoas a sair de casa (atravessando um mundo cheio de vírus), sem se contaminar com eles ou sobretudo sem acrescentar aos outros, os vírus que transportam habitualmente consigo.. o Estado não pode condenar ao “ghetto” do isolamento os candidatos a “contaminados”, apenas porque não os conseguiu preparar para enfrentar o perigo, e proteger os indefesos, e essa é uma tarefa pedagógica que depende mais dos Governos do que do autodidatismo dos cidadãos

de que adianta saber se a curva de mortalidade é mais ou menos achatada do que o previsto, se essa é uma matéria a ser estudada pela epidemiologia?.. para que interessará saber se a Hidroxicloroquina, com Azitromicina resulta melhor que um Corticóide, se essa matéria é da responsabilidade dos médicos?.. ou de que adiantará saber qual vai ser o primeiro laboratório a produzir em 2021 a vacina para o CV19, quando essa matéria é responsabilidade da ciência?.. pouco importa para o cidadão comum saber o tamanho e forma do CV19, pois aquilo que precisa ver é apenas onde vai meter as mãos, e o como terá de fazer para se proteger a si e aos outros.. tudo o resto só será necessário para as pessoas que se contaminam, pelo que é na prevenção do contágio que está, não só a responsabilidade de cada cidadão mas também do próprio Estado que gere a sociedade, e que deve preparar os cidadãos para viver e trabalhar sem correr risco de se contaminar (desta ou de outra doença infecciosa).. é aqui na Prevenção que reside a diferença de resultados entre a alta mortalidade de países que fizeram isolamento total e a baixa mortalidade de outros que apenas fizeram distanciamento, pois enquanto uns estão habituados às medidas de prevenção (sabem-nas de cor) os outros só com algemas ou fechados em casa é que aderem.. em parte porque a sociedade não os preparou para isto

É preciso enfrentar o Presente para arriscar o Futuro

Tudo na vida tem um Risco, e até o simples acto de atravessar a estrada não está isento de mortalidade, sobretudo no grupo dos mais idosos e frágeis, mas o cidadão normal não deixa de trabalhar com medo de ser atropelado, simplesmente porque tem cuidado.. o grupo de Risco terá sempre de ser protegido do tráfego mas quem está na vida activa deve saber enfrentar essa realidade, localizando a passadeira, prestando atenção ao semáforo e visualizando os carros, para minimizar a hipóteses de acidente.. se todos tivessem de ficar em casa fechados só para que ninguém com osteoporose se aleijasse, isso iria trazer outros problemas também graves e não evitaria acidentes nos idosos (escadas e banheiras também transmitem fracturas).. se para além disso o tempo de antena fosse gasto a fazer curvas de mortalidade em vez de preparar as pessoas para tomar precauções na deslocação, então pouco iria mudar com a saída para a rua                                                          

 

Todos os anos morre gente por complicações respiratórias de outras doenças, que até podem ser desencadeadas por uma alergia a um simples grão de pólen, capaz de provocar respostas exageradas a algo que noutras pessoas não causa reacção alguma.. se por causa disso se fosse fechar a sociedade em casa durante a Primavera, para evitar crises de asma nas pessoas que são de risco, então iríamos acrescentar problemas a quem não os tinha quando bastava que se protegesse os mais frágeis do contacto com o agente (neste caso um alérgeno).. o mesmo se tem estado a passar com esta epidemia, em que um vírus inofensivo para a maior parte das pessoas, causa no entanto uma resposta inflamatória exagerada em alguns doentes frágeis, pelo que deveriam ser apenas esses a ter de ser protegidos do contacto com o agente, não pela gravidade da infecção, mas pela intensidade da reacção que o seu próprio organismo desencadeia ao contactar com o virus… e a reacção do doente é pior que a infecção do agente

 

Ainda que não pareça, o isolamento (vulgo falta de preparação para circular com restrições), também tem contra-indicações, e bastantes.. a falta de Sol (e consequentemente Vitamina D), vai dificultar a capacidade de resposta imunitária dos “isolados”, facilitando não só as fracturas, a vulnerabilidade a infecções, assim como as viroses que atacam mais quem menos sol apanha.  O sedentarismo aumenta a incidência de doenças vasculares, a falta de contacto social agrava as doenças mentais, a crise económica reintroduz a miséria e a possibilidade de se morrer por desnutrição, e tudo junto é factor de instabilidade social e até de violência.. muitas mortes em pessoas mais jovens e saudáveis poderão ter aumentado, apenas por se achar que os doentes de risco ficam mais protegidos se encerrarmos o mundo, do que se restringirmos apenas o contacto deles com esse mesmo mundo.. e o mundo saudável tem de saber trabalhar e ser forte para poder cuidar dos mais velhos e mais fracos, pois eles já fizeram o mesmo pela sociedade que agora lhes deve a existência

 

Se um vírus incomoda muita gente.. outras doenças incomodam muito mais

condenar todos ao isolamento, e não apenas quem tem de ser protegido, teve consequências secundárias graves não só a nível económico, como pela “secundarização” de outras doenças que deixaram de ser tratadas convenientemente.. muitas doentes tiveram complicações fatais por medo de recorrer à urgência ou por dificuldade no acompanhamento clínico que tiveram de adiar.. as próprias dificuldades laborais, conduziram a perdas económicas que foram indirectamente limitar os gastos com medicamentos ou comprometer o estado nutricional gerando maior possibilidade de se ficar gravemente doente de outra coisa que não seja CV19.. e há muita escolha, mesmo que a actualidade só olhe para o CoVid19 (e EcoVid20 já agora)                                            

 

Todos os anos morre gente de Gripe (apesar de haver vacina): 160.000 já este ano

muito mais de Suicídio: 350.000 este ano (muitos não chegaram a envelhecer)

ou de Tuberculose: 400.000 este ano (apesar de vários antibióticos simultâneos)

ainda mais de acidentes rodoviários: 450.000 este ano (muitos jovens saudáveis)

HIV passa dos 500.000 este ano (apesar de todas as protecções)

Álcool relaciona-se com mais de 800.000 mortes este ano (evitáveis)

Tabaco relaciona-se com mais de 1.5 milhões de mortes em 2020 (e vários anos de sofrimento)

 

mas por alguma razão o mundo parou por causa de um vírus que matou 225.000 pessoas, essencialmente doentes idosos e frágeis, já em fim de vida e com outras doenças que lhes continuarão a pesar mais alguns meses ainda.. a quem interessou este Caos?

Criou-se a imagem apocalíptica de que o mundo iria desaparecer, por causa desta doença e não de todas as outras.. mas apesar de tudo, a humanidade ultrapassa os 7,8 biliões e todos os dias acrescenta mais 225.000 almas novas (27 milhões a mais, já este ano), ou seja crescemos por dia mais do que o CV19 vitimou até agora, mas poderemos vir a crescer menos com os efeitos da crise económica, que irá ficar por cá a fazer vítimas de todas as idades, por muito mais tempo

 

O Balão da Vida não sobe sempre.. algum dia vai ter de cair

A taxa de mortalidade natural em Portugal ronda 1% ao ano, ou seja morrerão por dia (mesmo sem o CV19), cerca de 320 cidadãos diariamente por todas as outras doenças e infecções que continuarão a existir mesmo que este vírus desapareça.. apesar de todos os cuidados, vacinas ou antibióticos, ninguém fugirá para muito mais longe do que a esperança média de vida, que anda pelos 80 anos.. este CV19, apesar de se ter instalado rápidamente como uma pandemia ZERO (Imunidade zero, Vacina zero, Antibióticos zero e uma prevenção perto do zero), não fez aumentar muito a mortalidade esperada e tem atingido sobretudo as pessoas de risco e com idade avançada (não há vítimas abaixo dos 40 anos e a média de idade é de 81 anos) .. contudo o efeito indirecto sobre outras doenças graves (que passaram para segundo plano) também faz aumentar a mortalidade e até mesmo o CE20 já está a causar alterações sociais graves que irão fazer aumentar a criminalidade, suicídio, má nutrição ou falta de medicamentos, contribuindo para o crescimento da taxa de mortalidade sem que tal seja efeito directo do CV19, somente um efeito secundário das medidas de contenção que geraram o Caos Epidemico EcoVid20

 

Sem este vírus o peso de todas as outras doenças não permitiria a muitas destas vítimas durar mais anos (ou meses), pelo que até é discutível se terá sido a ultima doença a chegar aquela que deverá ficar como responsável pelo desfecho fatal em doentes idosos e com patologias tão pesadas que só por si (sem este ultimo “empurrão”), seriam mais do que suficientes para vitimar quem já ultrapassou a esperança média de vida.. um AVC num idoso, ou um doente com DPCO, mesmo sem CV19 podem causar já um desfecho fatal, mas se lhes for encontrado também um vírus isso não significa que ele seja o responsável por tudo o que já existia antes, que continuará a pesar (mesmo que o vírus desapareça)

 

será que estes mesmos doentes, com menos 60 anos e sem outras doenças, teriam tido tantas complicações?.. esta situação prova uma realidade que é a fragilidade dos Grupos de Risco e a necessidade de os proteger, mesmo daquilo que não afecta os saudáveis, nem que seja uma constipação ou uma “corrente de ar”, e não é por se obrigar os saudáveis a ficar de portas e janelas fechadas que isso mudará.. é no contacto dos saudáveis com os doentes que está a diferença, pois se uns “morrerão” físicamente por contactar com o exterior já os outros irão “morrer” económicamente se forem obrigados a ficar fechados, e é preciso que os saudáveis trabalhem para que os doentes possam sobreviver e o Estado tenha condições para os tratar..

 

O “balão” da vida deixa-nos voar por 80 anos em média, o que significa que nos últimos anos o peso permanente, e cada vez maior das doenças, nos coloca numa fase já descendente da Vida (Grupo de Risco), pelo que basta uma ultima “gota de àgua” (ou o peso dum vírus), para que se acelere a queda.. em muitos casos esta “crónica de um desfecho anunciado” poderá ocorrer de forma mais rápida não só pela rapidez dum contágio como pela falta de recursos, necessários para fluxos pandémicos, e nesta pandemia a mortalidade só não é maior devido à excelência e abnegação dos profissionais de saúde que evitam perder mais doentes (dos que poderiam ser recuperáveis), apesar não haver meios suficientes para acudir a todos (e os doentes com co-morbilidades graves, ocupam sempre recursos e profissionais por bastante mais tempo)..

 

O pânico gerado em volta do CV19 levou a uma “discriminação positiva”, com concentração de meios para esta virose, o que pode até gerar um efeito perverso noutras doenças (tipo “Robin dos Bosques invertido”) pois em caso de escassez de recursos, os que mais precisam poderão não ser os mais frágeis, em fim de vida, mas os que têm mais hipóteses de cura.. ao protelar-se a assistência de doentes na fase ascendente do balão (mais jovens ou com doenças curáveis), para tentar salvar quem já está no fim da viagem, irá fazer aumentar a mortalidade de outras doenças que deixaram de ser tratadas em tempo útil.. é de elogiar a esse respeito a atitude do General Eanes (à semelhança do Padre Berardelli) que admitiu ceder o seu lugar se alguém mais novo viesse a precisar de um ventilador..  infelizmente, mesmo com o “altruísmo” de certas pessoas, a situação não se resolve sozinha apenas com a entrada de material pois se é verdade que sem ovos não se fazem omoletes, também não será por ter mais frigideiras em vez de ovos, que as omoletes irão aparecer.. um ventilador não cuida do doente sozinho e por cada uma dessas máquinas são necessários recursos humanos, que não há em quantidade.. a não ser que os profissionais de saúde eliminem outros doentes numa lista de espera até â eternidade

 

A Taxa de mortalidade anunciada para esta “pandemia” anda perto dos 3% (poderá vir a ser mais se contarmos os casos fechados, mas também podia ser menos se detectássemos todos os infectados), contudo será sempre 5 ou 6 vezes mais elevada no escalão da 4ª idade: (Grupo de Risco com mais de 80 anos, que é onde se verificam mais óbitos), sendo até agora nula nos jovens sem doenças.. ou seja, respeita a lei Natural da Vida para aqueles que já viviam isolados e sem contacto com o exterior, fragilizados não só pela idade como pelas doenças ou apenas pela falta de Vitamina D, que se obtém com o sol que eles não apanham.. o que não é natural é fechar em casa os mais saudáveis, como forma de os impedir de contactar com os doentes (para isso bastaria o Distanciamento), e até pelo contrário o contacto com o ar livre é bem mais saudável que um espaço fechado (basta não tocar na cara até poder lavar as mãos)

 

A Solução não é a Reclusão.. mas a Prevenção

não é no Bunker que se ganha a Guerra.. mas no terreno de batalha

O isolamento apenas esconde as pessoas da ameaça (propagação da doença), não as prepara para a voltar a enfrentar quando tiverem de sair à rua.. a curva não cresce em pico mas achata no tempo (as contas far-se-ão no final), e se este período for interpretado apenas como umas férias mais longas mas não tiver servido para pensar na mudança de hábitos, então foi tempo perdido.. assim que houver licença para sair para o “recreio”, voltará a haver ânimo e alegria mas também novo risco de contágio, e regressaremos (como no Jogo da Glória) novamente à casa de partida, o que significa mais dois meses de isolamento, vários anos de crise económica, e miséria permanente.. alguém meteu este medo (o verdadeiro) na cabeça das pessoas? ou preferem convencê-las de que o Estado ou a Europa inventará uma vacina para tudo, inclusive contra a miséria e contra a falta de preparação?.. os que têm saído melhor desta crise nem são os que se fecharam mais tempo, mas os que se prepararam melhor e fazem-no todos os anos..

 

um mês de clausura poderia ter servido para ensinar a população a retomar a vida normal sem medos e sem receio de contaminar grupos de Risco, por se terem mudado os hábitos.. se em vez disso se tiver criado apenas a ilusão de que a Pandemia já passou, então irá haver muito relaxamento e isso será um convite ao desleixo, que levará novamente os cidadãos saudáveis a contaminar os idosos doentes, reiniciando o processo..  nova quarentena irá acabar com o que resta de independência económica, deixando-nos vulneráveis à entrada de capital estrangeiro talvez de países onde se trabalha muito e discute pouco… se o objectivo de todo este “pânico” é enfraquecer os países para depois os comprar a preço de saldo, então Portugal está na linha da frente, e se não queremos voltar para trás temos de pensar mesmo em “marchar” (contra as infecções “marchar”), mas melhor preparados do que quando nos enviaram para a 1ª GG.. a seguir a esta epidemia virá certamente outra, e temos de saber evitar que ela nos obrigue a regressar às “trincheiras” pois aí nem se avança nem se produz..

o clima até pode ser temporariamente favorável a alguma recuperação, por uma questão de temperatura (o vírus não gosta do Verão nem da exposição solar), mas pode voltar logo que encontre melhores condições.. se entretanto a população saudável (aquela que se poderia ter imunizado) não tiver tido contactado com o vírus, então ele voltará a ter de novo hospedeiros saudáveis para se transmitir de forma assintomática aos idosos que escaparam ao primeiro surto.. caso não se consiga prevenir ou retardar o surto seguinte, e isso servirá de argumento para decretar nova reclusão, então iremos sofrer de todas as outras doenças evitáveis apenas por não sermos capazes de evitar contaminar quem é mais vulnerável a este vírus.. para isso bastaria identificar 4 grupos em função da sua maior imunidade ou vulnerabilidade:

GC- os que estão Contaminados:…têm o virus

GR- os que não se podem contaminar:… são de Risco

GT- os que não sabem se estão contaminados:… são Transmissores

GI- os que já foram contaminados:… estão Protegidos

 

Quem sabe estar contaminado ou for de risco, já se isolará naturalmente.. e quem estiver recuperado (ou vacinado), estando protegido pela imunidade, já não constituirá problema.. a única dificuldade está nos assintomáticos (75%) que irão transmitir o virus se não tomarem medidas.. na prática o isolamento só é necessário para quem tiver de ser protegido, para os outros bastaria o distanciamento, mesmo para aqueles que estão imunizados pois esses só não transmitirão o vírus actual, mas podem transmitir outros diferentes, e nesta fase não convém acrescentar mais doenças a um sistema que pode estar saturado com complicações do CV19.. caso a sociedade se iluda com a descida das curvas, pode esquecer que não há imunidade de grupo (talvez menos de 10%), e desencadear nova onda pandémica ainda antes de se ter saído  da recessão causada pela primeira.. e tanta pandemia junta, não dá saúde à economia..

 

A sociedade tem de saber atravessar a estrada dos perigos epidémicos, sem ser pela mão de um Estado protector que para cada vírus novo não pode dispor de medicamentos ou vacinas para eliminar o perigo.. e é mais fácil habituarem-se a evitar os contágios do que regressar às “cavernas”, onde o isolamento social, o pânico e a luta pela sobrevivência podem transformar as pessoas em seres mais primitivos, que percam as referências sociais e os valores humanos, face à ameaça apocalíptica de extinção em massa, que pode manipular as mentes que passem muito tempo ligadas à realidade “cozinhada” pela pequena janela mediática.. nem é preciso sair á rua disfarçados de extraterrestre com um “taser” na mão para afastar quem se aproxime, basta  fazê-lo com distanciamento e disciplinando o uso das mãos, pois são elas as cúmplices desta epidemia ou das outras que se seguirão, por isso é melhor que nos habituemos.. desta vez é um vírus que não voa muito, será mais fácil impedi-lo de circular, mas um próximo pode chegar cá nas asas de uma ave migratória e nesse caso as medidas terão de começar mais cedo..

Teorias da Conspiração, podem ser Fake.. ou ainda não  

A imaginação é metade da doença.. a tranquilidade é metade da cura” I.S.

Neste mundo global (com medições de forças entre várias potências), tenta-se ganhar pela via económica algumas vantagens que as estratégias militares não conseguiriam.. a seguir à anterior

Guerra Fria entre 2 potências, parece haver agora uma Guerra Feia entre pelo menos três, cada uma tentando obter mais benefícios que as outras (e escondendo o máximo de prejuízos que puder), e esta epidemia veio cair no meio de um resfriado entre a China e os EUA, com a OMS entalada pelo meio, fazendo relembrar outros surtos também oriundos da China..

 

A OMS no tempo em que tinha alguém formado em Medicina no cargo de Director (a norueguesa Gro Brumdtland), já havia condenado a China por ocultar ou atrasar alguma informação no surto SARS de 2002 (já então um Corona vírus), levando à demissão dum “bode expiratório” chamado Ministro da Saúde.. inexplicavelmente em 2003 a Drª Brumdtland passou a ter motivos pessoais para não querer renovar o mandato, sendo então substituída por um Sul Coreano (que morreu pouco tempo depois).. as eleições para o cargo deixaram entretanto de ser assumidas pelos 34 membros do Executive Board, e passaram a depender dos 194 membros da Assembleia, onde se encontram muitos países corruptos, que dependem economicamente de alguma grande potência (a Etópia é um deles).. esses 194 elegeram então uma chinesa para Directora Geral.. só não foram 195 porque Taiwan, com influência do actual Director, continua a não ser aceite

Talvez a Ciência tenha cedido lugar à Influência admitindo que a maioria dos votos que elegeram o Director da OMS possam ter provindo de países “comprados” pelas potências que sustentam os seus Governos.. o sr.Tedros (biólogo) vem de um país muito interligado à China, tendo ele próprio militado muito perto do radicalismo comunista, transportando consigo várias suspeitas anteriores de ocultação de epidemias (reforçadas agora com o atraso da informação vinda da China).. oscilando entre o  8 do silêncio, e o 80 do alarmismo, ainda conseguiu ter imaginação suficiente para elogiar o regime chinês e fazer nomeações insólitas.. felizmente que foi impedido de eleger o “pacífico” Robert Mugabe como embaixador da Boa-Vontade, senão talvez estivéssemos agora a assistir à “beatificação” de Staline ou Mao como heróis humanitários.. por alguma razão há já quem o apelide de “papagaio Chinês” (quando fala) ou então “Director Tampax” (quando se cala), e se comecem a ouvir cada vez mais vozes a pedir a sua demissão

 

Tudo isto é muito prejudicial para o prestígio da OMS, que vê a sua imagem danificada e a sua sustentabilidade ameaçada pelo possível afastamento de países como os EUA, que era um dos grandes patrocinadores da organização.. contudo, embora se possa compreender o incómodo americano, os EUA não estão fora desta história, através do envolvimento do Dr.Anthony Fauci, uma celebridade na área da Imunologia, em polémicas com experiências virais.. há quase 40 anos que dirige um Instituto que absorve muitos milhões, sempre com o apoio dos 6 inquilinos da Casa Branca que já conheceu, para manipular vários vírus entre os quais este Corona.. por questões de conveniência económica ou de liberdade de actuação, decidiu deslocar projectos e dinheiro para um laboratório chinês, localizado numa cidade chamada precisamente.. Wuhan.. e se esta pandemia tiver sido originada por uma falha de segurança, então será caso para dizer “no melhor pano cai a nódoa”, e a nódoa é bem grande pois já salpicou todos os continentes..

 

Está provado (mais uma vez), que a pandemia começou na China, e fica provado novamente que é importante que a OMS tenha um representante com boa visão e rapidez de raciocínio, para se poder antecipar à evolução das doenças.. Taiwan, apesar de ser recusada a sua entrada na OMS (e correspondente contribuição), teve o cuidado de tomar medidas antes de que o sr.Tedros se decidisse a abrir os olhos, e avisou a OMS da transmissibilidade humana antes de que a realidade convencesse (ou autorizasse) o sr.Tedros a admitir que algo na China não batia certo.. esse atraso custou caro, e agora tanto chineses como americanos empurram a bola de uns para os outros, sem querer admitir que houve uma falha de segurança no laboratório de Wuhan, do que resultam duas teorias:

 

-Do lado americano, dizem ter sido um vírus “made in China” a despedaçar o mundo em 2 meses, e que a China terá escondido a epidemia.. para ganhar tempo e recuperar primeiro

-Do lado chinês, dizem terem sido os americanos a semear a epidemia após os jogos olímpicos militares, que ocorreram precisamente.. em Whuan

 

A acrescentar a estas teorias oficiais há mais 2, que nascem do facto de o Instituto de Virologia ficar na proximidade do mercado de Whuan, de onde o vírus pode ter escapado de 2 formas:

-através de uma fuga acidental, por desleixo de algum funcionário

-ou intencionalmente, por motivos que só alguma série da Netflix poderá explicar mais tarde

 

Apesar da coincidência, é sempre possível que o vírus tenha viajado nas asas de um morcego e caído para as costas de um pangolim, antes deste ser cozinhado pelo contaminado numero 1.. as condições de bio-segurança são muito rigorosas, e admitir que a origem não foi natural seria pôr em causa todos os milhões que são consumidos nestes laboratórios, pelo que mesmo que fosse uma falha de segurança, não seria previsível que alguém o confessasse (seriam então 2 falhas, e muitas indemnizações).. perante a incerteza é melhor aceitar a tese do acidente natural vindo da vida selvagem, e dar mais atenção à solução do que à explicação

 

 

E como tudo aquilo que é possível, mais tarde ou mais cedo vai acabar por acontecer, então há que admitir que algum dia possa ser criada intencionalmente alguma mutação com o objectivo de contaminar um país, uma populaçáo ou uma etnia.. embora se entre já no domínio da ficção (e às vezes a realidade ultrapassa-a), será prudente que a humanidade esteja preparada para fazer face a essa situação, na ausência de tratamentos ou vacinas, pois quem o fizer com essa intenção não irá distribuir antídotos e contará com a disseminação rápida que a Globalização permitir, pelo que qualquer desses recursos necessários chegaria sempre tarde demais e se não der tempo para comprar máscaras ou ventiladores, então eles teriam  de existir já como reserva

 

Talvez por isso, em 2003 (no ano em que decidiu não se recandidatar), a anterior directora da OMS fez uma palestra sobre Bioterrorismo alertando já para este perigo.. em 2012 o Parlamento Alemão elaborou um relatório sobre Riscos na Defesa Civil onde já analisava o impacto de uma epidemia por um CoronaVirus modificado, prevendo os efeitos e as necessidades estruturais.. essa preparação foi-lhe útil nesta epidemia, que estão a ultrapassar com mortalidade baixíssima (6.600 mortes e 124.000 recuperados, num universo de 163.000 casos), estando neste momento sem confinamento mas já a preparar a sociedade para a segunda vaga.. o vírus é igual e o terreno é o mesmo (sem imunidade, sem vacina e sem tratamento específico), mas as condições foram criadas (têm 7x mais camas de UCI que Portugal), a sociedade está informada, sabe o que tem de fazer e como é disciplinada, faz o que está determinado

 

Sim à Globalização.. Não à Dependência Global

Pode nunca vir a acontecer, mas se um dia alguém puser a circular um vírus mais contagioso e mortal que este, será o mesmo laboratório que criou o veneno (vírus) que poderá ter a solução (vacina) e se não soubermos prevenir a doença, iremos pagar caro o remédio.. por essa razão, mesmo que o balanço final desta Pandemia não seja assustador, seria melhor que se pudesse aproveitar o “benefício” do CV19 para preparar a sociedade para uma Fatalidade mais grave no futuro.. e tal como os terramotos podem trazer consequências mais devastadoras a seguir, também as epidemias trazem um Caos económico-social que pode ser insustentável, e fragilize a sociedade a ponto de ela ter de “vender” soberania para poder sobreviver.. depois de lutar durante 900 anos contra inimigos de carne e osso para manter a independência nacional, seria inglório que fossemos conquistados por um inimigo invisível ao serviço de um qualquer regime totalitário, que disponha de dinheiro para comprar o nosso futuro

 

A Globalização é útil em termos de conhecimento mas a Dependência Global é nefasta para a sobrevivência, e é nestas crises que se vê a falta que faz a existência de produção local, que deveria ser sempre mantida e estimulada, algo que nalguns países é sinalizado para que os cidadãos possam escolher e manter os produtores da região, que são uteis nestas situações.. certas regiões têm até uma moeda local, com o mesmo valor nominal do euro, para obrigar a que as empresas o utilizem em produtos regionais.. outras põem à disposição dos cidadãos parcelas de terreno, que eles utilizam para auto-sustentação, que é sempre mais seguro do que depender do Banco Alimentar ou do RSI, que são fontes de solidariedade esgotáveis..

 

O conceito de tabalho passou a ser uma tortura (tripalium) temporária, que de um momento para o outro pode ser substituída por Lay-Off ,ou desemprego a sério, e essa é outra forma de dependência que cria vícios de consumo que depois não se conseguem manter em tempos de crise.. se os dois membros do casal trabalharem na mesma actividade, e não souberem fazer outra, haverá sempre o risco de perda de rendimentos simultânea, pelo que seria conveniente repensar a possibilidade de se adaptarem a outras actividades para melhor poder sobreviver

 

não é o mais forte, nem o mais inteligente, que sobrevive.. mas o que melhor se adapta” C.D.

 

Alberto Faial

Médico