Economia

Imobiliárias. 71% prevê descidas de preços das casas

Inquérito realizado pelo Idealista revela ainda que a maioria das agências imobiliárias manteve atividade.

A maioria dos profissionais do imobiliário acredita que os preços das casas vão sofrer alterações nos próximos meses. Esta é uma das conclusões de um inquérito do Idealista a 258 profissionais imobiliários de todas as regiões do país na terceira semana de abril com 71% dos inquiritos a considerar que os preços vão apresentar uma descida. Ainda assim, 22% considera que os preços vão manter-se iguais. Nenhum profissional acredita em subidas de preços.

No que diz respeito ao mercado de arrendamento, 66% acredita que os preços vão registar uma descida, enquanto 26% prevê que os preços vão manter-se idênticos aos que se registavam antes da pandemia. Ainda assim, 2% acredita que os preços podem vir a crescer nos próximos meses.

O inquérito do Idealista procurou ainda saber junto dos profissionais do imobiliário como é que o setor está a operar durante o confinamento, uma vez que as imobiliárias estão de portas fechadas há semanas.

Dos inquiridos, 83% revela estar a trabalhar a partir de casa. Embora em quarentena, 51% dos profissionais afirma ter aproveitado o confinamento para fechar operações que estavam pendentes. Os profissionais optaram também para receber formação durante este tempo, visto que 47% dos inquiridos decidiu melhorar as suas aptitudes face a um futuro mercado com maior concorrência.

Cerca de 46% dos profissionais aproveitaram ainda estas semanas para atualizar a sua carteira de imóveis e 43% realizou tarefas de fidelização de clientes. Por último, 17% dos profissionais usou o tempo para angariar novos imóveis para a sua comercialização uma vez termine o período de confinamento.

O Idealista explica que a maioria das agências imobiliárias manteve a sua atividade, apesar de a situação ser “muito frágil”. Dos inquiridos, apenas 7% admitiu ter capacidade financeira para sobreviver durante mais meio ano nas atuais circunstâncias. 29% diz apenas conseguir aguentar mais um mês e 47% admite conseguir aguentar o negócio se a situação não se alargar mais de dois meses.