Sociedade

Covid-19. Criminalidade cai a pique durante estado de emergência

Números diminuíram na ordem dos 47% entre 22 de março e 2 de maio, em comparação com o período homólogo de 2019, avançou a PSP.

A PSP divulgou esta sexta-feira os dados sobre a criminalidade durante o estado de emergência devido à covid-19. E os números são animadores. Em comparação com o período homólogo de 2019, a criminalidade diminuiu na ordem dos 47% entre 22 de março e 2 de maio, o que equivale a menos 9084 crimes registados. O número de crimes violentos também baixou, registando-se menos 442, ou seja, 43%.

Em comunicado, a PSP, no entanto, sublinha que as burlas informáticas e com fraude bancária sofreram um aumento significativo. "A burla com fraude bancária teve um crescimento de 131%, correspondendo a um acréscimo de 135 casos; burla informática e nas comunicações, com um crescimento de 33%, correspondendo a um acréscimo de 210 casos; e furto em área anexa a residência com um acréscimo de 25%, correspondente a mais 42 ocorrências", foi revelado.

No entanto, os furtos por carteirista, em edifício comercial ou industrial e os roubos em postos de abastecimento de combustível e por esticão diminuíram, apresentando percentagens significativas. "Quanto aos furtos, é um crime que regista uma quebra genérica de 50%, traduzida em menos 3084 ocorrências, de que destacamos as seguintes tipologias específicas", adiantou a PSP.

Durante o estado de emergência foram ainda detidas 266 pessoas "por desobediência no quadro legal específico deste estado de exceção", avançou ainda esta força de segurança, que se mostra satisfeita com os resultados obtidos em tempo de confinamento devido à covid-19.

"A PSP registou, com agrado, um elevado grau de adesão da população ao quadro legal em vigor e às recomendações das autoridades de saúde e às restrições em vigor, o qual se tem mantido no quadro atual do estado de calamidade. Mantemos o apelo a todos os cidadãos para que mantenham esse comportamento, essencial à contenção da pandemia", foi ainda referido.

Mesmo estando em vigor o estado de calamidade e não o estado de emergência, as autoridades policias vão continuar atentas. "A PSP manter-se-á vigilante e com um elevado empenho operacional, quer no apoio à população e às autoridades de saúde e toda a estrutura de proteção civil, quer na verificação sistemática do cumprimento dos normativos em vigor para o estado de emergência", concluiu.