Sociedade

"Nunca foi utilizado o total da nossa capacidade de resposta à covid-19"

Ministra da Saúde sublinhou preparação do SNS para lidar com pandemia e garantiu que a capacidade máxima não foi atingida até ao momento. Graça Freitas revelou que já morreram 450 pessoas em lares e que o número está abaixo da média dos outros países.

A ministra da Saúde, Marta Temido, e a diretora-geral da Saúde, Sraça Franco, estiveram, este sábado no briefing diário sobre a situação epidemiológica em Portugal.

Marta Temido mostrou-se confiante nas medidas de combate à pandemia e sublinhou que o “número de novos casos é relativamente constante”, acrescentando que tal “prova que o cuidado tem de se manter".

"A curva de mortalidade mostra uma diminuição consistente desde o dia 15 de abril", o que é "muito positivo", adiantou.

Por outro lado, Graça Freitas informouq que desde o início do surto de covid-19 no país, morreram 450 infetados em lares de idosos portugueses, um número que garante "estar abaixo da média dos outros países".

Ainda sobre o mesmo assunto, Masta Temido fez questão de adiantar que nas 389 unidades da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) só 23 têm casos de infeção. "São 62 doentes positivos e 15 óbitos até ao dia 22 de abril. Desde então, não se registaram mais mortes", sublinhou, deixando também a garantia de que todos os profissionais que trabalham nessas instituições estão a ser testados.

Questionada sobre uma notícia, avançada hoje pelo Expresso, que dava conta de que SNS não aguentaria um pico acima do resgistado em abril, a governante reagiu de forma perentória: "nunca foi utilizado o total da nossa capacidade de resposta à covid-19".

Em termos de Cuidados Intensivos, o SNS passou de 528 camas de adulto nível III para 713. Isto sem contabilizar camas de neonatal, queimados e doentes coronários. E o número de ventiladores - 1142 no início de março - estará quase no dobro, frisou Marta Temido.

A ministra foi ainda confrontada com a Festa do Avante!, no sentido de comentar as declarações do primeiro-ministro que disse, sexta-feira, que o evento se poderia realizar se fossem cumpridas as recomendações da DGS.

Marta Temido frisou tratar-se de "uma ação enquadrada na atividade política dos partidos" que contará com as regras das autoridades sanitárias, mas acrescentou: “ainda estamos em maio, a festa é só em setembro. Temos de dar pequenos passos para não sermos traídos pela vontade de voltar à normalidade".

Ficou ainda a saber-se que a reunião no Infarmed, que junta especialistas, partidos políticos e o Presidente da República não se realizará na terça-feira, como tem sido habitual, mas sim na quinta-feira para que haja "dados mais rigorosos".

A DGS revelou ainda que, depois de esta semana ter publicado uma série de orientações para a reabertura dos restaurantes, está agora a preparar um conjunto semelhante para ultimar as regras "para o regresso das visitas a lares de idosos, creches, transportes públicos e futebol".