Economia

Portos do continente movimentam cerca de 22 milhões de toneladas até março

As escalas de navios registaram nos primeiros três meses deste ano um total de 2485 escalas, um recuo de -0,8% face ao período homólogo de 2019.

Os portos do continente movimentaram um total de 21,86 milhões de toneladas de carga, entre janeiro e março, ou seja, inferior em -3,7%, ou menos-850,3 mil toneladas face ao que tinha sido registado no 1º trimestre de 2019. “No entanto, e se isolarmos o mês de março, verifica-se um crescimento de 3,7% face ao mesmo mês de 2019”, refere em comunicado.

 O recuo global registado resulta fundamentalmente do confronto dos mercados de carga contentorizada (-910,4 mil toneladas) e carvão (-1,06 milhões de toneladas), com influência negativa, e do petróleo bruto (+1,16 milhões de toneladas), com influência positiva, todos representados maioritariamente pelo porto de Sines.

“A influência do porto de Sines no comportamento global referido é, com razoável significado, partilhada com o porto de Leixões no que toca ao efeito positivo do mercado de Petróleo Bruto, pois é responsável por um aumento de +422,1 mil toneladas (mt), e com o porto de Lisboa em relação ao efeito negativo induzido pelo mercado de Carga Contentorizada, a quem cabe a responsabilidade de um decréscimo de -342,3 mt. No entanto, é importante sublinhar o facto de Sines ter registado um acréscimo global de +5,6% no movimento processado no mês de março, passando para uma quebra acumulada de -7,3%, a que corresponde um volume de -848,7 mil toneladas”, acrescenta o documento.

Ainda assim, março é caracterizado pelo registo positivo da generalidade dos portos, com exceção de Lisboa, que movimenta -550 mil toneladas, refletindo uma variação homóloga de -54,4%. A esta variação, que prejudica o desempenho de todo o trimestre, não são alheias as perturbações laborais a que se assistiu no porto desde meados de fevereiro até final da 3ª semana de março.

Sines continua a liderar a estrutura de quotas com 49,7% do total (-1,8 pp face ao período homólogo de 2019), seguindo-se Leixões com 24,2%, Lisboa com 9,7%, Setúbal com 7,3%, Aveiro com 6,3%, Figueira da Foz com 2,3%, Viana do Castelo com 0,4% e Faro e Portimão, ambos, com 0,1%.

O tráfego de contentores traduz uma quebra significativa de -10,8%, justificada, fundamentalmente, pelo comportamento do porto de Sines e de Lisboa. Apenas Leixões escapa a este comportamento global negativo, tendo registado um acréscimo de +8%, o seu volume mais elevado de sempre.

Relativamente às escalas de navios de diversas tipologias, os portos em análise registaram nos primeiros três meses deste ano um total de 2485 escalas, um recuo de -0,8% face ao período homólogo de 2019, correspondente a uma arqueação bruta de 46,5 milhões, menos -2,8% face a igual período do ano anterior. Os portos de Douro e Leixões observaram o acréscimo mais significativo do número de escalas, com 26% do total, seguido de Sines, com 20,9%, Lisboa, com 19,4%, Setúbal, Aveiro e Figueira da Foz com, respetivamente, 15,7%, 10,5% e 4,9%.