Politica

Excesso de centralismo abre caminho a Rui Moreira

O nome do presidente da Câmara do Porto tem sido avançado por várias personalidades à direita. Mas, além de monárquico, Rui Moreira não parece abdicar da autarquia. 
 

Rui Moreira está a ser desafiado por algumas personalidades ligadas à direita para assumir uma candidatura presidencial. O presidente da Câmara do Porto não deverá, porém, alinhar nessa aventura e não fecha a porta a um novo mandato na autarquia.

Se o PS e o PSD apoiarem Marcelo, sobra espaço para novas candidaturas fora dos extremos. É nessa lógica que têm sido discutidos alguns nomes. Rui Moreira tem sido uma das personalidades desafiadas a avançar, nomeadamente por um conjunto de autarcas independentes. O presidente da Câmara não fecha, porém, a porta a um terceiro mandato. «Acredito que as coisas fundamentais que eu preciso de fazer em dois mandatos vão ser possíveis de fazer. Se não forem, por questões externas, eu ficarei», disse, no final do ano passado, numa entrevista à televisão pública.

Na mesma entrevista, o autarca garantiu que não tem ambições e que quando sair da Câmara do Porto não fará mais política. «Nunca mais farei política depois do que estou a fazer, isso posso garantir», afirmou o autarca do Porto.

As presidenciais têm motivado algumas movimentações nos setores mais à direita. Outra hipótese seria uma candidatura de Paulo Portas, mas o ex-líder do CDS também não parece motivado a enfrentar Marcelo Rebelo de Sousa nas próximas eleições presidenciais.

Uma das preocupações de alguns setores de direita é dar demasiado espaço a André Ventura. 

 

Ventura desafia Ana Gomes

O líder do Chega, que nos últimos tempos se envolveu em várias polémicas por causa da comunidade cigana e da proposta para implementar a prisão perpétua, já apresentou a candidatura e garante que vai até ao fim. 

O candidato desafiou esta semana a socialista Ana Gomes a avançar com uma candidatura. «É já evidente que o PS não apoiará a Ana Gomes nas eleições presidenciais. Espero que mesmo assim não se acobarde e venha à luta. Afinal de contas temos de saber quanto vale nas urnas a defesa dos pedófilos, dos homicidas, dos corruptos e das minorias que vivem à nossa custa», afirmou. A eurodeputada socialista já recebeu alguns apoios para avançar, mas continua a descartar essa hipótese.