Politica

PCP. Comício a 7 de julho contra retirada de direitos

“Era o que mais faltava que neste momento se procurassem cercear as liberdades democráticas, a atividade política, coisa que o povo português não aceita, e que sacudiu e acabou há 40 anos”.

O PCP vai realizar um comício em Lisboa no dia 7 de julho contra a retirada de direitos, anunciou o secretário-geral, afirmando que o partido não abdica da atividade política como direito inalienável.

“Era o que mais faltava que neste momento se procurassem cercear as liberdades democráticas, a atividade política, coisa que o povo português não aceita, e que sacudiu e acabou há 40 anos”, disse Jerónimo de Sousa.

Em conferência de imprensa sobre as conclusões da reunião de sábado do Comité Central do PCP, Jerónimo de Sousa anunciou também "uma ação de defesa e valorização do Serviço Nacional de Saúde (SNS) incluindo a 28 de maio um dia de divulgação da proposta de programa de emergência para o SNS".

O secretário-geral do PCP defendeu que no atual contexto os trabalhadores "têm de participar na defesa dos seus interesses, dos seus salários, dos seus direitos, da sua pequena empresa ou negócio".

"É nessa batalha que o PCP estará, não deixando os trabalhadores sozinhos ou, como alguns pretendem, que fiquem em casa", acrescentou.

Jerónimo de Sousa anunciou ainda que o PCP vai realizar "uma jornada de contacto e informação junto dos trabalhadores com início em 21 de maio", inserida na campanha "Valorizar o trabalho e os trabalhadores. Não à exploração!" e "uma linha de ação e contactos dirigida aos micro, pequenos e médios empresários e trabalhadores por conta própria a partir de junho".

"Não peçam ao PCP que se cale numa altura em que tanta gente sofre o drama do isolamento, da falta de rendimentos, sem futuro a olhar para a frente para a sua vida. Era o que faltava o PCP calar-se nesta altura em que a democracia continua a vigorar em pleno", reforçou.

Na sua intervenção inicial, Jerónimo de Sousa sustentou que está em curso uma "intervenção articulada dos círculos de poder do grande capital visando em particular o PCP, o mais decisivo obstáculo aos projetos reacionários, e a CGTP IN, a grande central sindical dos trabalhadores" que procura "atingir o próprio regime democrático, a Constituição da República e a limitação, se não mesmo a liquidação, de direitos, liberdades e garantias fundamentais".