Internacional

Primeiro-ministro italiano defende que fundo recuperação proposto pela Alemanha e França é só "um passo"

O fundo de recuperação de 500 mil milhões foi uma proposta apresentada na segunda-feira numa conferência conjunta entre Angela Merkel, chanceler alemã, e o Presidente francês, Emmanuel Macron. Representou uma mudança substancial em relação à posição alemã sobre a mutualização da dívida europeia. 

O primeiro-ministro italiano, Guiseppe Conte, escreveu um artigo de opinião no Politico esta quarta-feira a defender que a proposta de 500 mil milhões de euros para o fundo de recuperação é “um passo corajoso e significativo em direção a uma resposta comum da União Europeia à pandemia que devastou o continente. Mas também é só isso: um passo”. 

Vincando que o seu país tem a mais longa experiência do continente no combate ao coronavírus, Conte sublinhou que se o bloco europeu quer “ultrapassar em conjunto esta crise, como uma união comum de interesses e valores comuns, é necessário fazer muito mais”.

“Ficou rapidamente claro que o custo económica desta pandemia não vai ter precedentes e o seu impacto na saúde pública, pondo em perigo não só os empregos e empresas dos Estados-membros da EU, mas também ameaçando os pilares fundamentais da nossa união, a começar pelo mercado único”, escreveu o primeiro-ministro italiano. 

Relembrando que as economias europeias estão interligadas, Conte pede responsabilidade perante “os valores fundacionais da UE e o bem-estar” dos cidadãos, criticando os países que querem um orçamento europeu “como de costume”.

“Não estamos a pedir genorosidade”, nota, apelando à Comissão Europeia para apresentar, nos próximos dias, um fundo de recuperação “ambicioso” e o próximo Quadro Financeiro Plurianual “em linha com as necessidades e expetativas dos cidadão europeus”.

 “Muitos países – especialmente no norte – dependem desta interligação para largas proporções do seu PIB”, escreveu. 

O fundo de recuperação de 500 mil milhões foi uma proposta apresentada na segunda-feira numa conferência conjunta entre Angela Merkel, chanceler alemã, e o Presidente francês, Emmanuel Macron. Representou uma mudança substancial em relação à posição alemã sobre a mutualização da dívida europeia.