Economia

Altice Portugal. Receitas sobem 2,6% para 522 milhões de euros

Operadora quer reaver o investimento feito nos jogos da Liga dos Campeões, onde aplicou 350 milhões.

As receitas da Altice Portugal registaram um crescimento de 2,6% nos primeiros três meses deste ano face ao período homólogo, fixando-se nos 522 milhões de euros. 

Segundo a Altice Portugal, o resultado do EBITDA – impostos, juros, depreciações e amortizações – também registou um crescimento homólogo de 1,8% para os 210 milhões de euros no primeiro trimestre.

Segundo os valores apresentados ontem pela empresa, o segmento business to consumer gerou 296,1 milhões de euros de receita e, com um crescimento de 2% face ao trimestre homólogo, é o segmento que mais pesa para as contas do grupo.

No que diz respeito aos clientes, só a MEO somou mais de cinco mil no segmento fixo residencial, chegando aos 1,6 milhões. O móvel pós-pago fixou-se nos 35 mil. Do lado contrário, o segmento móvel pré-pago terminou o trimestre com 3,1 milhões de serviços, o que significa uma perda de 8% de clientes.

Em relação ao investimento, aumentou para 104,3 milhões no arranque de 2020 – no ano anterior tinha sido de 100 milhões de euros. Este aumento, segundo a empresa, deve-se em parte à aposta da implementação na rede de fibra da MEO, ao alcançar mais de cinco milhões de lares.

Ao nível europeu, as receitas cresceram 3,1%, para 3,6 mil milhões de euros, enquanto o EBITDA  cresceu 0,7%, para 1,3 mil milhões de euros. Ainda assim, os administradores do grupo reconhecem que a pandemia terá um impacto negativo no segundo trimestre. Esta queda deverá sentir-se não só pelo negócio da publicidade, mas também pela paralisação do roaming, o que no entender Patrick Drahi, será “receita perdida”. 

O responsável afirmou também que pretende reaver o investimento de 350 milhões de euros da Liga dos Campeões, uma vez, que não tem havido jogos de futebol. “Pagámos 175 milhões em julho do ano passado e mais 175 milhões em janeiro para a segunda metade da época”, acrescentando que “não pretende pagar por algo que não estamos a ver”, referiu, numa conferência com analistas.