Internacional

Autópsia independente conclui que George Floyd morreu de asfixia

Segunda autópsia contradiz um primeiro relatório, que indicava que a morte do cidadão afro-americana tinha sido causada por problemas de saúde que Floyd sofria ou possíveis substâncias tóxicas.

A autópsia independente pedida pela família de George Floyd concluiu que o ex-segurança morreu por asfixia após ter o pescoço pressionado pelo joelho de um polícia, em Minneapolis, nos Estados Unidos, informou hoje a agência Associated Press.

Segundo o advogado da família Floyd, o exame revelou também que a pressão feita pelo agente norte-americano impediu a circulação de sangue e de oxigénio para o seu cérebro. Além disso, o peso sobre as costas da vítima dificultou a sua respiração.

Segundo a acusação contra o agente da autoridade Derek Chauvin, acusado pelo homicídio de Floyd, este manteve o seu joelho sobre o pescoço do ex-segurança durante 8 minutos e 46 segundos, sendo que nos últimos 2 minutos e 53 segundos Floyd já estava inconsciente.

O resultado diverge do primeiro relatório, que não encontrou vestígios de asfixia. A autópsia pedida pela família indica ainda que Floyd morreu asfixiado no local onde houve a abordagem policial - contrariando mais uma vez o primeiro exame, que dizia que Floyd morreu no hospital.

A morte de George Floyd gerou bastante polémica e várias manifestações, não só nos Estados Unidos mas em todo o mundo. O polícia norte-americano foi demitido e está acusado de homicídio por negligência. A situação levou a mulher de Chaviun, Kellie a pedir o divórcio.