Política a Sério

Uma dualidade chocante

Ora, toda a gente sabe que não é legítimo fazer leis ad hominem, ou seja, leis a pensar em determinada pessoa; pela mesma razão, não seria  aceitável fazer leis pensadas para determinados acontecimentos. Mas foi isso mesmo que sucedeu. E não consigo perceber por que razão Marcelo – um professor de Direito – aceitou fazê-lo.

Centeno era um homem já muito só no Governo, e vários socialistas começaram a atacá-lo cobardemente para que a sua saída fosse vista como um facto ‘natural’, previsível, e não causasse embaraços políticos a António Costa.

Foi lamentável.

Mas não é sobre isso que vou escrever hoje: o que tinha a dizer já o disse nesse texto.

Hoje vou debruçar-me sobre um tema a todos os títulos chocante: a dualidade de critérios na autorização de espetáculos, ajuntamentos ou manifestações políticas neste tempo de pandemia.

Quando decretou o estado de emergência, Marcelo Rebelo de Sousa abriu uma exceção na lei para permitir as comemorações do 25 de Abril e do 1.º de Maio.

E agora foi aberta outra exceção para permitir a realização da Festa do Avante!.

Ora, toda a gente sabe que não é legítimo fazer leis ad hominem, ou seja, leis a pensar em determinada pessoa; pela mesma razão, não seria  aceitável fazer leis pensadas para determinados acontecimentos.

Mas foi isso mesmo que sucedeu.

E não consigo perceber por que razão Marcelo – um professor de Direito – aceitou fazê-lo.

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