Economia

Portugal sobe duas posições e está no 37.º lugar do Ranking de Competitividade Mundial do IMD

O país obteve melhores resultados a nível da legislação empresarial, estrutura social, atitudes e valores, saúde e ambiente e educação. No que toca aos piores resultados de Portugal destacam-se a política fiscal, as práticas de gestão empresarial, a economia doméstica e as finanças públicas.

Portugal está no 37.º lugar do Ranking de Competitividade Mundial do Institute for Management Development (IMD) e subiu duas posições comparativamente ao ranking do ano passado. O instituto sediado na Suiça analisa 63 economias globais anualmente e a sua capacidade de gerar prosperidade. 

De acordo com o IMD, o ranking este ano foi marcado pelas pequenas economias que ganharam "terreno" e um "lugar de destaque" no ranking anual. Por exemplo, Portugal recuperou de uma queda de seis lugares sofrida 2019. O país registou "uma melhoria ligeira nos quatro indicadores-chave do estudo: desempenho económico (43.ª para 41.ª posição), eficiência governativa (37.ª para 34.ª), eficiência empresarial (45.ª para 41.ª) e infraestrutura (29.ª para 27.ª)", pode ler-se no comunicado do IMD enviado às redações.

O país obteve melhores resultados a nível da legislação empresarial (22.ª posição), estrutura social (22.ª), atitudes e valores (24.ª), saúde e ambiente (24.ª) e educação (24.ª). No que toca aos piores resultados de Portugal destacam-se a política fiscal (53.ª posição), as práticas de gestão empresarial (52.ª), a economia doméstica (48.ª) e as finanças públicas (46.ª).

Os resultados do ranking refletem uma combinação de hard data de 2019 e entrevistas realizadas no primeiro quadrimestre de 2020 a líderes e executivos sobre a forma como percecionam a economia do seu país. "Em Portugal, os líderes destacam a mão-de-obra qualificada, a competitividade dos custos e a fiabilidade das infraestruturas como os maiores fatores de atratividade", indica o comunicado.

Sobre os principais desafios que o país terá de enfrentar este ano, o IMD destaca "a estabilidade do PIB num contexto de constrangimento económico internacional e adotar uma política fiscal competitiva para as empresas, mas também por reforçar a estratégia nacional para a transformação digital e conseguir um acordo transversal para uma política educativa que enfatize as vocações científico-tecnológicas (STEM), a responsabilidade e a agilidade". O estudo sublinha ainda a necessidade de reduzir a burocracia e melhorar a eficiência do sistema judicial português.

Singapura continua a liderar o ranking, pelo segundo ano consecutivo. Dinamarca, Suíça, Países Baixos e Hong Kong completam o top 5. Singapura lidera o ranking pelo segundo ano consecutivo "graças a um forte desempenho económico assente na robustez do comércio internacional e do investimento, bem como em medidas eficazes a nível do emprego e do mercado laboral. A contribuir para a liderança estão também as performances estáveis do sistema educativo e da infraestrutura tecnológica (telecomunicações, largura de banda da Internet e exportações high-tech)", aponta o Instituto.

A Dinamarca está em segundo lugar na tabela devido a "um forte desempenho na economia, no mercado de trabalho e nos sistemas de saúde e educação. O país regista ainda uma forte pontuação no que toca ao investimento internacional e à produtividade, liderando na Europa em eficiência empresarial", indicam.

Outro dos destaques do estudo é a Suiça que continua a subir na tabela de ano para ano, ocupando este ano o terceiro lugar. "A robustez do comércio internacional está na base de um forte desempenho económico, enquanto a infraestrutura científica e os sistemas de educação e saúde continuam a obter resultados sólidos", afirmam.

Outra das conclusões do Instituto é que a guerra comercial entre a China e os EUA prejudicou a economia de ambos os países. Os EUA passaram de 3.º lugar no ranking para 10.º lugar. A China caiu da 14.ª para a 20.ª posição.