Economia

FMI piora previsão. Recessão na zona euro poderá ser de 10,2% este ano

Fundo Monetário Internacional tem revisão mais negativa face aos números divulgados em abril.

O Produto Interno Bruto (PIB) da zona euro poderá contrair 10,2% já este ano, um valor 2,7 pontos percentuais acima da previsão de abril – que era de 7,5%. Os dados são do Fundo Monetário Internacional que, no entanto, tem expectativas melhores quanto à recuperação do próximo ano e aponta para uma recuperação de 6%, 1,3 pontos percentuais superior à estimada em abril.

Para Portugal o FMI não atualizou as previsões face a abril mas prevê, por exemplo que a economia alemã contraia 7,8% este ano e recuperar 5,4% no próximo.

Já para França, as previsões apontam para uma recessão de 12,5% em 2020 com uma recuperação de 7,3% em 2021. As duas atualizações são mais pessimistas que as previsões anteriores em 5,3 e 2,8 pontos percentuais, respetivamente.

O Fundo Monetário Internacional prevê ainda que quedas e recuperações iguais para Itália e Espanha de 12,8% este ano, com uma recuperação 6,3% no próximo.

No caso das economias avançadas, a instituição liderada por Kristalina Georgieva aponta para uma recessão de 8% nos Estados Unidos, 5,8% no Japão e 10,2% no Reino Unido.

As atualizações falam ainda das economias que já estão a abrir aos poucos. O FMI defende que a saída de mecanismos de apoio social e ao emprego “deve ocorrer gradualmente para evitar precipitar quedas súbitas de rendimentos e bancarrotas precisamente quando a economia está a recuperar”.

“Se o espaço orçamental o permitir, à medida que o apoio orçamental específico é retirado, pode ser substituído por investimento público para acelerar a recuperação e a rede de proteção social expandida, para proteger os mais vulneráveis” diz ainda o FMI.

A instituição avança também que "ao mesmo tempo, subsídios à contratação e gastos na formação dos trabalhadores terão de aumentar, para facilitar a relocalização para setores com maior procura e distanciar dos setores que ficarão mais pequenos depois da pandemia".