Política a Sério

O que ganhamos com a Champions?  

Assim, honestamente, a primeira conclusão a tirar é que Portugal aceitou – multiplicado por três – o que a Turquia recusou.

A notícia de que Portugal foi escolhido pela UEFA para a realização da fase final da Liga dos Campeões europeus, na sequência da renúncia da Turquia, provocou uma onda de euforia em alguns setores.

Marcelo Rebelo de Sousa, exprimindo o sentir dos poderes constituídos, fez um emocionado agradecimento a todos os obreiros desta enorme ‘vitória’.

Portugal estava de parabéns, era um ótimo momento.

Até porque grandes países como a Espanha ou a Alemanha tinham disputado igualmente a realização do evento, o que dava mais lustre ao nosso sucesso.

Ora, não sei se outros disputaram ou não a organização da final da Champions; o que sei é que o país organizador, a Turquia, declinou à última hora a responsabilidade, alegando não ter condições para a fazer sem adeptos, tendo em conta a enorme quebra de receitas e outros prejuízos que a ausência de público acarretaria.

Portugal dispôs-se de imediato a fazer o evento – e acabou a acolher não um mas vários jogos, com o objetivo de concentrar num só país a parte final da competição, evitando deslocações.

Assim, honestamente, a primeira conclusão a tirar é que Portugal aceitou – multiplicado por três – o que a Turquia recusou.

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