Sociedade

24 portugueses foram repatriados da Venezuela

O voo, que partiu do Aeroporto Internacional Simón Bolívar de Maiquetía, a 28 quilómetros a norte de Caracas, estava previsto ter início às 17h locais (22h horas em Lisboa), porém, registou, segundo fontes diplomáticas citadas pela Lusa, "um atraso de mais de cinco horas e 45 minutos".


Vinte e quatro portugueses foram repatriados, este sábado, da Venezuela, onde estavam retidos devido à pandemia de covid-19. "Foram repatriados num voo da Plus Ultra, organizado pela Espanha, que partiu com mais 376 passageiros a bordo, europeus de diferentes nacionalidades", explicaram fontes diplomáticas à agência Lusa.

O voo, que partiu do Aeroporto Internacional Simón Bolívar de Maiquetía, a 28 quilómetros a norte de Caracas, estava previsto ter início às 17h locais (22h horas em Lisboa), porém, registou, segundo as mesma fontes, "um atraso de mais de cinco horas e 45 minutos".

Entre os portugueses estão sete passageiros oriundos da Mandeira, que vão ter que viajar de Madrid para Lisboa, e dali para o Funchal, devendo submter-se aos testes da covid-19.

Desde março, 256 passageiros foram repatriados da Venezuela, 181 deles num voon organizado por Portugal, a 13 de junho. O país está desde 13 de março em estado de alerta e o país tem, oficialmente, 6537 casos de coronavírus e regista 59 óbitos. Os voos nacionais e internacionais estão restringidos no país.

A oposição venezuelana denunciou que, em Espanha, de onde partiu o avião operado pela Plus Ultra, estão retidos devido à quarentena entre 700 a mil venezuelanos. O Governo de Nicolás Maduro não permitiu que nos quatro voos de repatriamento realizados até agora por Espanha regressassem venezuelanos, exigindo que o repatriamento seja efetuado pela companhia aérea Conviasa.

Por outro lado, a oposição venezuelana denunciou que em Espanha estão retidos, devido à quarentena, entre 700 e mil venezuelanos que não puderam ainda regressar ao país, muitos dos quais sem recursos económicos.

Segundo o diário venezuelano El Nacional, o Governo do Presidente, Nicolás Maduro, não permitiu que nos quatro voos de repatriamento realizados até agora pela Espanha regressem a Caracas cidadãos da Venezuela, exigindo que o repatriamento seja efetuado pela companhia aérea venezuelana Conviasa. Segundo o Portal Crónica Uno, mais de 60 venezuelanos terão conseguido embarcar no avião da Plus Ultra. Devido à inexistência de uma lista de espera ou de passageiros, o portal presume que os passageiros serão "em maioria próximos do Governo de Nicolás Maduro".

No entanto, segundo o portal Crónica Uno, mais de 60 pessoas conseguiram embarcar para Caracas, sexta-feira, no avião da Plus Ultra (que traria sábado os europeus repatriados), apesar de não existir uma lista de espera ou de passageiros, presumindo-se que "são em maioria próximos do Governo de Nicolás Maduro".