Sociedade

Homem que matou freira em São João da Madeira diz em tribunal que "gostava muito dela"

Arguido alega que não se lembra de matar a vítima.

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O homem, acusado da violação, homicídio e profanação de cadáver de uma freira em São João da Madeira, disse, esta quinta-feira, no Tribunal de Santa Maria da Feira, estar “arrependido do crime”.

Segundo o jornal Correio da Manhã, o arguido, Alfredo Santos, acusado da morte da Freira Maria Antónia Pinho, conhecida como ‘Tona’, voltou a ser ouvido esta quinta-feira pelo coletivo de juízes do Tribunal de Santa Maria da Feira e alegou que estava “alcoolizado e drogado” no momento do crime, que ocorreu em setembro de 2019.

“Estou arrependido. Sei que a matei, porque ela apareceu morta no meu quarto, mas não me lembro, porque estava alcoolizado e drogado. Eu gostava muito dela”, disse o arguido, de 50 anos, citado pelo mesmo jornal.

O homem, acusado dos crimes de homicídio qualificado, violação, profanação de cadáver e detenção de arma proibida, encontra-se em prisão preventiva. O Ministério Público pede que o arguido seja condenado à pena máxima, 25 anos de prisão.

Segundo a acusação, o homem convenceu a vítima a dar-lhe boleia, sob o pretexto de estar alcoolizado. Já em casa, impediu a freira de abandonar o local, agarrou-a pelo pescoço e desferiu-lhe murros na cara e na cabeça.

Com a vítima inanimada, o homem despiu-a e violou-a durante cerca de três horas. A certa altura, o arguido percebeu que a vítima já estava morta, mas continuou com os atos sexuais.

Na altura do crime, o arguido, já reincidente, tinha saído da cadeia há três meses, depois de cumprir dois terços de uma pena de 16 anos de prisão, por crimes idênticos.