Politica

"Ninguém aceita troikas mas há formas de compromisso que são possíveis"

António Costa tem-se reunido com vários líderes europeus antes da Comissão Europeia, marcada para esta sexta-feira e sábado. 

O primeiro-ministro, António Costa, esteve, esta segunda-feira, reunido como o homólogo holandês, Mark Rutte, em Haia, algo que tem feito com vários líderes europeus antes do Conselho Europeu, marcado para esta sexta-feira e sábado, onde será discutida a proposta da Comissão Europeia para o próximo Quadro Financeiro Plurianual e para o Fundo de Recuperação económica e social da União Europeia num tempo de crise provocado pelo aparecimento da covid-19.

À saída do encontro, Costa confessou estar "mais confiante", mas sublinha que "ainda há vários pontos de divergência" entre os governantes. "Não saio daqui com a certeza de um acordo, porque há ainda vários pontos de divergência, mas senti claramente no primeiro-ministro Rutte uma grande vontade de que o acordo exista, e de preferência já, neste mês de julho. E acho que o próximo Conselho seria uma oportunidade perdida se não fizéssemos já o acordo. Todos concordamos que os dados estão em cima na mesa, não há qualquer razão para esperar pelo que quer que seja. Há simplesmente que encontrar a boa forma de compor as diferentes perspetivas que estão em cima da mesa”, declarou.

Costa defende ainda que todos os líderes devem esforçar-se para encontrar pontos de encontro para que o encontro seja fechado."Esses pontos podem-se encontrar de diversas maneiras [...] para que ninguém fique nas mãos dos caprichos de um só país, mas também que ninguém fique livre de cumprir ou deixar de cumprir os desafios comuns", afirma Costa. "Como temos dito este tem de ser um plano que não pode ser nem um cheque em branco nem uma nova troika", reiterou o primeiro-ministro.

António Costa sublinhou ainda que "ninguém aceita troikas, ninguém aceita que seja um Governo a dizer como são as reformas nos outros países, ninguém aceita que um parlamento nacional, qualquer que ele seja, faça depender o que aconteça nos outros países, mas há formas de compromissos que são possíveis".