Não é só opinião

Opinião: Saída dos EUA da OMS: um ato de Humanidade contra a desumanidade do multilateralismo indecente (e incompetente)

A decisão do Presidente Trump de fazer os EUA sair da Organização Mundial da Saúde (OMS) é uma medida histórica – e acertada! – que não mereceu a atenção devida entre nós. A cobertura noticiosa da primeira decisão desde há muito que consubstancia um passo verdadeiro e efetivo rumo à reforma – tão urgente! – do enquadramento institucional da designada comunidade internacional oscilou entre a omissão pura, a omissão seletiva e o escárnio.

É o estilo habitual entre o mainstream media europeu: se a decisão vem do Presidente Trump, então só pode ser negativa. Só pode ser uma bizarria. Só pode ser uma manifestação de obscurantismo face ao iluminismo daqueles que “botam faladura” a toda a hora e sobre todos os temas.

Falemos claramente: a OMS atuou de forma negligente, descuidada e motivada por critérios de ordem política, e não técnicos, em diversos momentos (cruciais) no combate à pandemia ainda em curso.  A OMS revelou, enfim, todos os vícios do sistema multilateral vigente: há que tornar o sistema multilateral indecente (que temos) num sistema multilateral decente (que queremos).

 A decisão de saída dos EUA – oficializada mediante a notificação de denúncia do Tratado pelos EUA, datada de 6 de Julho, e submetida ao Secretário-Geral da ONU, António Guterres, enquanto depositário do Tratado Constitutivo da OMS , tudo conforme ao Direito Internacional – consiste na concretização do anúncio efetuado pelo Presidente Trump no dia 29 de Maio, segundo o qual ou a OMS prestava todos os esclarecimentos e se tornava mais competente, ou os EUA, enquanto principal financiador, sairiam da Organização.

 Entre muitas outras razões, não se compreendia que a política externa norte-americana se orientasse para conter o crescimento (perigosíssimo) da China Comunista- Imperialista – e, no seio de organizações internacionais, os EUA prosseguissem a mesma política de silêncio, de displicência e de resignação perante o aproveitamento político que a regime bárbaro de Pequim faz de tais organizações. Se o curso dos eventos não for drasticamente alterado, o multilateralismo não será mais do que a política externa chinesa por outros meios.

No entanto, a saída dos EUA – ao contrário do que foi escrito, dito e redito – não foi abrupta, nem precipitada: desde o referido dia 29 de Maio que as autoridades norte-americanas, em articulação com a própria OMS, têm diligenciado no sentido de acautelar todos os seus compromissos com a Organização.

Convém não esquecer que, desde 2001, os EUA contribuíram mais de 142 mil milhões de dólares para a prevenção, deteção e tratamento de doenças tão diversas como o IVH, a malária, a tuberculose ou o Ébola, entre tantas outras.

Os EUA têm contribuído com uma média de 10 mil milhões por ano para a saúde global, sendo que, no presente ano, esta verba não irá sofrer qualquer redução. Pelo contrário: a ajuda humanitária dos EUA, no domínio da saúde e assistência sanitária, irá duplicar no ano corrente, precisamente para combater o vírus que nos aflige.

Sejamos claros: ser solidário, ajudar a um combate que é partilhado por muitos, à escala global, sem fronteiras, nem barreiras de quaisquer índoles, não é sinónimo de injeção ilimitada de dinheiro na OMS para que esta prossiga, por ação e omissão, fins alheios ao seu “escopo social”.

Ajudar a China Comunista não é servir a Humanidade: é colaborar com a mais grotesca desumanidade. OS EUA, sob a liderança do Presidente Trump, não querem salvar a saúde de organizações internacionais disfuncionais à custa da saúde das pessoas – os EUA preferem, ao invés, contribuir para a saúde das pessoas, ainda que a expensas da saúde de organizações internacionais disfuncionais.

Nestes termos, o Presidente Trump já ordenou que o dinheiro que ficará disponível na sequência da saída dos EUA da OMS continue a ser alocado à assistência humanitária internacional  - tal financiamento será direcionado para outras organizações meritórias que promovam o fornecimento de assistência e tratamentos de saúde à escala global.

Convém relembrar – porque parece que há muitos esquecidos, muitos deles com esquecimento doloso, muito culposo  - que os EUA, mesmo em tempos de pandemia, são o país que mais contribui (em alguns casos, praticamente isolado) para a ajuda aos países mais pobres dos pobres  no combate a todo o tipo de doenças. Acaso não fosse a solidariedade dos EUA, estes países ficariam numa situação desesperada.

Reiteramos: os EUA lideram a ajuda humanitária global, incluindo em matéria de saúde global, com o programa “All of America”, direcionado para a ajuda às pessoas concretas em situação de emergência, a perfazer quarenta porcento do total do financiamento de programas de saúde global.

Por fim, saliente-se que a decisão do Presidente Trump de sair da OMS não significa qualquer tique ou pulsão isolacionista, nem tão pouco se trata de egoísmo e negação de solidariedade coletiva. Tais juízos mais não são do que mantras repetidos à exaustão por quem não esconde o seu desejo de diluir a autoridade dos Estados soberanos e que vive bem com regimes bárbaros quer seja em Pequim, em Teerão ou em Caracas.

Uma coisa é ser isolacionista, o que seria um erro histórico, como experiências passadas demonstram; outra coisa – tão diferente! – é ser estúpido. Não há ato de maior estupidez nos tempos que correm que contribuir para a multiplicação, crescimento e imposição de estruturas ditas “multilaterais” que mais não são do que burocracias que não servem (bem pelo contrário) os ideias da liberdade, da democracia e do personalismo humanista.

 Perante a saída dos EUA, a OMS tem uma oportunidade única para se reformar, tornando-se mais eficiente, mais competente e sem tropismos por regimes comunistas imperialistas asiáticos. Quando é o próprio Diretor da OMS que parece jurar maior fidelidade à China do que à própria OMS, o que dizer desta Organização, no estado em que se encontra?

Continuar a contribuir para a OMS, sem critério, nem exigência, é apenas contribuir para a desumanidade made in China.

Dizer-se que os EUA não querem saber da saúde global porque decidiram abandonar a OMS é uma mentira ridícula. Senão, pensemos na nossa vida: todos nós, com apurado sentido de humanidade e sentido de empatia pelo próximo, queremos garantir a melhor vida possível para todos e cada um de nós. Queremos garantir que todos têm acesso aos melhores cuidados de saúde.

Todavia, nem todos somos associados da Associação para os Amigos dos Hospitais Portugueses ou da Liga Portuguesa contra a Cancro ou de qualquer outra organização que atue no âmbito da promoção dos cuidados de saúde.

Ora, tal não pertença significa que somos “piores pessoas”, pessoas mais egoístas, pessoas sem consciência ética, isolados da comunidade nacional? Claro que não. Nem todos queremos –podemos – contribuir da mesma maneira.

Assim como a “melhor ajuda” nem sempre é a ajuda mais óbvia ou mais popular (ou popularucha).

Não se deixe confundir pela propaganda, hoje dominada pela China comunista e seus tentáculos (políticos e empresariais) entre nós. Em Portugal. Na Europa. E, infelizmente, a crescer no mundo.

É que a propaganda e o multilateralismo indecente estão sempre cheios de boas intenções. Contudo, como sabemos muito bem, o inferno está cheio de boas intenções.

E as boas intenções do multilateralismo indecente só têm criado (e alimentado) infernos um pouco por todo o mundo, desde Pequim aos diabólicos Ayatollahs de Teerão.

No dia em que a OMS se alinhar, de novo, com os valores da Humanidade, da liberdade, da democracia e deixar de dormir com o inimigo vermelho asiático, os EUA reavaliarão a sua presença na OMS.

O Presidente Trump já anunciou que os EUA não terão problemas em reentrar na OMS, desde que essa seja a solução que melhor defenda a promoção, com eficiência e competência, da saúde global. Com esta Administração dos EUA, as pessoas estão primeiro.

 Os direitos das pessoas estão acima dos privilégios das burocracias globalistas, sem valores, nem princípios.