Sociedade

Jovem que disparou à porta de discoteca em Coimbra é condenado a mais de sete anos de prisão

"O senhor tem que perceber que está a colher o que andou a semear. Teve todas as oportunidades e mais algumas", terá afirmado juiz, recordando que, na madrugada de 3 de outubro de 2019, quando o crime ocorreu, o jovem estava com duas penas suspensas a decorrer e tinha sido condenado a prisão domiciliária - que estava a dias de ser aplicada.


O jovem de 23 anos que o ano passado disparou junto da discoteca NB, em Coimbra, foi condenado, esta segunda-feira, a sete anos e meio de prisão por homicídio qualificado na forma tentada e coação.

O jovem estava acusado de três homicídios na forma tentada contra os três seguranças do estabelecimento, que lhe barraram a entrada na discoteca, antes de este disparar.

O coletivo de juízes condenou o jovem por um crime de homicídio qualificado na forma tentada, dois crimes de coação na forma tentada e um crime de detenção de arma proibida.

"O senhor tem que perceber que está a colher o que andou a semear. Teve todas as oportunidades e mais algumas", terá afirmado juiz, recordando que, na madrugada de 3 de outubro de 2019, quando o crime ocorreu, o jovem estava com duas penas suspensas a decorrer e tinha sido condenado a prisão domiciliária - que estava a dias de ser aplicada.

O arguido argumentou que tinha efetuado um disparo na direção da porta porque sabia que esta estava fechada, no entanto, o coletivo de juízes referiram que, a partir dos vídeogramas das imagens de segurança, era possível constatar que a porta da discoteca ainda estava entreaberta.

O juiz realçou ainda que o Tribunal fez "um esforço" para compreender o contexto, mas não viu nada que permitisse uma explicação para o que aconteceu. "Foi um ato isolado? Passou-se da cabeça? Nunca teve problemas? Tem registo criminal há vários anos, havia penas suspensas e uma pena de prisão domiciliária. Pior que isto eu não estou a ver", terá dito.