Economia

300 milhões para o Algarve. Hoteleiros pedem mais

Verba representa 0,7% do total aprovado para Portugal. 

O setor turístico algarvio considera “manifestamente insuficiente” a verba de 300 milhões de euros que será injetada através de fundos da União Europeia. “Parece-me uma verba manifestamente insuficiente face à dimensão dos problemas que a região atravessa”, disse o presidente da Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), acrescentando que “não é suficiente para os investimentos públicos que são necessários fazer e para apoiar as empresas”.

O anúncio desta verba foi feito pelo primeiro-ministro minutos, depois de o Conselho Europeu ter chegado a acordo sobre um pacote total de 1,82 biliões de euros para retoma da economia comunitária pós-crise da covid-19. O “programa específico para a região do Algarve”, suportado por 300 milhões de euros adicionais na área da Coesão, tem como objetivo, segundo António Costa, “apoiar a diversificação da sua economia, melhorar infraestruturas e fazer investimentos necessários no setor da saúde”.

Elidérico Viegas lembra, no entanto, que o Algarve “é a zona do país mais afetada económica e socialmente” e essa verba representa menos de 0,7% do total aprovado para o país. “O Algarve tem de ser dotado de acordo com o seu contributo para a riqueza do país”, defendendo que o montante a atribuir  “tem de ser ajustado ao produto interno” de uma região na qual o turismo - o setor que tem sido mais “abalado” pela pandemia de covid-19 - é a atividade económica principal.

E lembra, as quebras no setor que têm sido “enormíssimas”,rondado os 100% em abril e maio e os 90% em junho. Julho deverá terminar com quebras de 60% e, em agosto, as estimativas apontam para uma quebra de 50%, que começará depois a aumentar a partir de setembro, com quebras de 60% a 70%. A partir de outubro esses valores deverão ser na ordem dos 90%.