Internacional

Beirute diz que explosões terão tido origem em material explosivo em armazém. Há "centenas de baixas"

Georges Kettaneh, da Cruz Vermelha Libanesa, disse que há “centenas de baixas”, incluindo mortos e feridos. De acordo com agência estatal de notícias, só ao Centro Médico LAU-Hospital Rizk, no centro de Beirute, chegaram mais de 400 pessoas feridas. 

Um oficial de segurança libanês confirmou que as explosões que abalaram esta terça-feira Beirute, a capital do Líbano, podem ter tido origem em materiais explosivos confiscados e armazenados há vários anos na zona portuária.

"Parece que há um armazém que contém materiais confiscados há vários anos. Parece que alguns desses materiais eram muito explosivos", disse o diretor-geral da Segurança Geral do Líbano, Abbas Ibrahim. "Os agentes estão a realizar uma investigação e dirão qual é a natureza do incidente", acrescentou, afastando a teoria de que se possa tratar de um ataque ou bombardemento com origem em Israel.

O porto de Beirute, onde terão tido origem as explosões, foi isolado pelas forças de segurança. O incidente deixou um rastro de destruição e já levou o Presidente libanês, Michel Aoun, a convocar uma reunião de urgência do Conselho Supremo de Defesa. Entretanto, também o primeiro-ministro libanês, Hassan Diab, declarou um dia de luto nacional na quarta-feira.

O ministro da Saúde do Líbano, Hamad Hassan, afirmou, esta terça-feira, que a explosão na zona portuária do centro de Beirute provocou, pelo menos, 73 vítimas mortais, em declarações aos orgãos de comunicação nacionais, à porta de um dos hospitais que recebeu muitos dos afetados pela explosão. O ministro revelou ainda que há registo de 3.700 pessoas feridas até ao momento.

De acordo com agência estatal de notícias, só ao Centro Médico LAU-Hospital Rizk, no centro de Beirute, chegaram mais de 400 pessoas feridas. O hospital alerta que não há camas suficientes para a quantidade pessoas que estão a necessitar de cuidados médicos.