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Opinião. Explosão em Beirute: Acabemos com o foguetório de mentiras do regime terrorista do Irão!

Esta tragédia vem, infelizmente, agravar a situação de um país em estado de sítio com Governo fora de sítio – e uma organização terrorista, como o Hezbollah, que explora o sítio sem Estado.

Mais uma notícia trágica nos chegou: uma explosão em Beirute fez centenas de feridos, lançou a destruição na cidade e dizimou a vida de dezenas (que, segundo informação que recolhemos, podem mesmo ser centenas: os números reais de vítimas não jogam com os números oficiais) de pessoas, cuja partida precoce e em tais circunstâncias muito lamentamos.

Esta tragédia vem, infelizmente, agravar a situação de um país em estado de sítio com Governo fora de sítio – e uma organização terrorista, como o Hezbollah, que explora o sítio sem Estado.

Como nós escrevemos aqui há dias, o Líbano é hoje um Estado quase falhado – as autoridades institucionais-formais estão capturadas pela sucursal do terrorismo made in Irão. Há, na atualidade, no Líbano, uma verdadeira ocupação do seu território pelo regime bárbaro e desumano dos Ayatollahs.

Esta ocupação tem, no entanto, sido desprezada pela dita comunidade internacional – preocupam-se tanto com ocupações fictícias, para agradar a certas clientelas político-eleitorais, que depois não conseguem tomar posição sobre ocupações reais. A Humanidade já pagou um preço demasiado elevado por tamanha hipocrisia e cinismo político: não podemos repetir o erro nem no presente, nem no futuro.

Vamos ser diretos: até ao momento, toda a cobertura mediática e as reações políticas à tragédia que ocorreu ontem em Beirute pecam por assentar em premissas que são verdadeiramente fantasiosas. São baseadas em mentiras, em factos deturpados e deturpadores da realidade, em narrativas que têm apenas um objetivo: proteger o Hezbollah e, consequentemente, o regime bárbaro iraniano dos Ayatollahs.

Desde logo, a fantasia do armazenamento de material pirotécnico: como toda a gente sabe, Beirute é conhecida pelas suas festas de fogo de artifício e pelos foguetes festivos que lançam no ar. Sejamos intelectualmente honestos: trata-se de material explosivo, mas que serviam os propósitos terroristas do Hezbollah.

 Não é por acaso que há muito que se diz que os rockets utilizados pelo Hamas na Faixa de Gaza contra Israel são provenientes de instalações do Hezbollah em Beirute; há um entreposto comercial de terrorismo naquela zona, que agora acabou por vitimar mesmo libaneses inocentes às mãos dos funcionários de facto dos Ayatollahs iranianos.

 E nem se venha agora com o discurso de que este é um momento de luto, de solidariedade, e não de apuramento de responsabilidades: ora, isso é o mesmo que dizer que perante um homicídio, as autoridades públicas não deveriam investigar o autor de tal ilícito criminal para respeitar o luto da família da vítima. Isto faz algum sentido? Claro que não! Seria um absurdo.

Como é um absurdo hoje achar-se que exigir responsabilidades ao Hezbollah e aos seus patrões e mentores de Teerão é não respeitar a solidariedade – mais do que necessária – com o povo libanês. Solidariedade, essa, que aliás, não se deve apenas pela tragédia de ontem: há muito que o povo libanês sofre com a ocupação ilegal e ilegítima (expressões de que certa esquerda e alguma direita tanto gostam) do seu território pelo Irão, através do Hezbollah, com a complacência da comunidade internacional.

Acaso os que hoje tanto falam, tivessem denunciado a barbárie iraniana e condenado sem reticências o Hezbollah em tempo devido, a tragédia de ontem não teria ocorrido.

Muito menos se poderá alegar que era impossível para a comunidade internacional saber que o Hezbollah armazenava, em pleno coração de Beirute, junto de uma área movimentada da cidade, que representa uma plataforma logística estruturante (com porto e aeroporto separados por uma relativa curta distância), material altamente explosivo para usar na sua atividade terrorista. Recorde-se que o Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu alertou, em plena Assembleia-Geral da ONU, em Setembro de 2018, para a existência de três estruturas de armazenamento (e desenvolvimento) de materiais explosivos sob orientação e controlo do Hezbollah, em áreas “civis”, em Beirute.

 Na altura, o Primeiro-Ministro de Israel foi ridicularizado e objeto de intensa campanha de descredibilização por parte do regime iraniano, subscrita pela maioria dos líderes políticos europeus. A coincidência entre as “facilities” do Hezbollah e o local onde ocorreu a tragédia de ontem não deixa margens para dúvidas: trata-se da concretização de um risco já identificado desde 2018 (pelo menos) pelas autoridades de Israel,  e negligenciado em função do sequestro do poder político libanês pelo Hezbollah. O acidente, ontem, ocorreu entre as “instalações 1 e 2” apresentadas, com suporte documental, pelo Primeiro-Ministro Netanyahu em…2018!

Mais: as autoridades libanesas sabiam, dispunham de todos os dados e avaliação de riscos, tendo podido atuar com eficiência e segurança ao longo dos últimos anos. Bastava terem exigido à Hassan Nasrallah e seus homens o desmantelamento dos armazéns de conservação e produção de materiais explosivos: não o fizeram.

Não o poderiam fazer – no Líbano , hoje, não é o Governo que manda no Hezbollah; é o Hezbollah que manda no Governo. O Hezbollah é a verdadeira autoridade política – ouvir o Primeiro-Ministro ou o Presidente Michael Aoun é o mesmo que ouvir funcionários que cumprem ordens e nada mandam.

Ontem, provou-se o efeito nocivo e trágico da hipocrisia política da chamada comunidade internacional. Tudo sabiam, nada fizeram – vêm agora carpir lágrimas. Continuando, no entanto, a lançar foguetes antes da tragédia, que o mesmo é dizer, a fazer o jogo do Hezbollah, aceitando, como boa, a justificação de um acidente em armazém que guardava foguetes…

Como é possível hoje com o grau e detalhe da informação que se tem, a comunicação social europeia (ao lado da CNN e do “Washington Post”) falar da tragédia de Beirute sem uma única referência ao Hezbollah?

Como é possível falar-se em “Governo libanês” sem se mencionar o verdadeiro Governo do Líbano, que é o Hezbollah, a soldo dos Ayatollahs iranianos? Falar-se do Líbano sem se falar no Hezbollah é simplesmente laborar-se em puras fantasias…

E o Irão? Já reagiu? A reação das autoridades iranianas é mais um indício claro do envolvimento do Hezbollah na explosão de ontem, por dolo ou negligência.

A primeira reação das autoridades do regime dos Ayatollahs foi, não a de prestar ajuda às autoridades libanesas ou sequer expressar a sua solidariedade, mas sim instruir o representante do Irão na ONU para começar construindo a narrativa de que foi um espião israelita a fazer explodir os materiais explosivos armazenados, numa operação de sabotagem. E, como sempre, já se giza uma coligação dos “Estados-Pária” na Assembleia Geral da ONU para votar mais uma Resolução qualquer…

Só muito mais tarde – horas depois de Israel ter manifestado a sua solidariedade e toda a necessária ajuda humanitária ao poder político formal do Líbano (recorde-se que Israel e o Líbano não têm relações diplomáticas oficiais) – é que o Irão lá resolveu anunciar que está disposto a prestar ajuda humanitária ao Líbano.

Que, no fundo, equivale a dizer que está disponível para reconstruir o que destruiu – para lá meter mais material explosivo! Não é ajuda humanitária isto que o Irão oferece: é apenas ajuda sanguinária. Para permitir que outras tragédias venham a ocorrer no futuro.

Já agora, vale a pena ver o vídeo de Hassan Nasrallah (líder do braço terrorista do Irão, o Hezbollah) a anunciar que poderia facilmente rebentar com o Porto de Haifa (em Israel) com o material explosivo de que dispõe. Pois…Nasrallah rebentou foi com a vida de seus compatriotas em plena cidade de Beirute – o que não admira: deve ter aprendido com os seus camaradas iranianos do regime dos Ayatollahs que abateram um avião do seu próprio país (de civis!) há poucos meses…Devem ter frequentado a mesma escola do terror…

Resta agora saber se os líderes políticos europeus irão contribuir para o foguetório de mentiras do regime iraniano e da sua sucursal terrorista – ou, de uma vez por todas, não terão medo de exigir contas ao regime bárbaro iraniano.

Há que acabar com a cumplicidade da Europa com o novo “Eixo do Mal”! Há que denunciar e reverter a ocupação ilegal e contrária ao Direito Internacional Humanitário do Líbano pelo Irão dos Ayatollahs!

Jlesol.naosoopiniao@gmail.com