Economia

BdP. Crédito malparado da banca portuguesa recua 2,9% no 1.º trimestre

O stock recuou 492 milhões de euros (-2,9%) no primeiro trimestre face ao trimestre anterior.

O crédito malparado dos bancos portugueses recuou 492 milhões de euros (-2,9%) no primeiro trimestre deste ano face ao trimestre anterior, ainda assim, representa uma “diminuição menos intensa” do que no período homólogo de 2019, divulgou o Banco de Portugal (BdP).

 O rácio de empréstimos ‘non-performing’ (NPL na sigla inglesa) situou-se em 11,9% (-0,4 pontos percentuais) no caso das sociedades não financeiras (SNF) e em 3,7% no caso dos particulares (permanecendo inalterado), com o stock de NPL destes setores a recuar 301 milhões e 22 milhões de euros, respetivamente.

Segundo o BdP, a redução nos particulares resultou de uma diminuição de 148 milhões de euros na habitação e de um aumento de 126 milhões de euros no consumo e outros fins.

Quanto ao rácio de cobertura dos NPL por imparidades, registou uma ligeira diminuição (-0,1 pontos percentuais) no primeiro trimestre, para 51,3%, sendo que o rácio de cobertura no segmento das SNF reduziu-se em 0,1 pontos percentuais, para 56,4%, enquanto no segmento dos particulares aumentou 1,2 pontos percentuais, para 43,3%.

No primeiro trimestre, o ativo total do sistema bancário português aumentou 1,1%, sobretudo devido à subida da exposição a títulos de dívida (2,7%), incluindo títulos de dívida pública (1,9%) e títulos emitidos por SNF (6,3%), e, em menor grau, ao aumento dos empréstimos a instituições de crédito (12,0%) e a clientes (0,4%).

O financiamento obtido junto de bancos centrais cresceu 13,1%, passando a representar 4,9% do ativo.

O aumento dos depósitos de clientes (1,2%) foi superior ao dos empréstimos (0,4%), o que resultou numa redução do rácio de transformação em 0,7 pontos percentuais, para 86,4%.

Já o rácio de cobertura de liquidez cifrou-se em 225,9%, aumentando 7,4 pontos percentuais face ao trimestre anterior, tendo contribuído para esta evolução a variação positiva dos ativos de elevada liquidez (1,5%) e a redução das saídas líquidas de liquidez (-1,9%).